Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Armando Burd Problema persiste

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"Não estamos no Pronto Socorro. Estamos na Unidade de Tratamento Intensivo", disse Marchezan. (Foto: Ricardo Giusti/PMPA)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A Reforma da Previdência não foi barrada, apenas adiada. A frase só perderá validade se o próximo governo encontrar uma fórmula mágica para salvar o setor.

Conta vai aumentar

Levantamento do Ministério do Planejamento mostra que o governo federal pagou 56 bilhões e 760 milhões de reais em benefícios previdenciários, via ações judiciais, no ano passado. Comprova que a gestão tem desleixos e furos.

Ingerência descabida

Concorre ao título de fato mais estranho do ano: a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal que emita ordem judicial para o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, abster-se de “qualquer ato de ingerência” sobre um inquérito, sob pena de afastamento do cargo.

Se for aceito, acabará com a autonomia da Polícia.

Na UTI

Durante café da manhã, ontem, no Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região Metropolitana, o prefeito Nelson Marchezan Júnior definiu a situação financeira do município:

“Não estamos no Pronto Socorro. Estamos na Unidade de Tratamento Intensivo.”

Acrescentou que, desde 2004, “a Prefeitura está caloteando alguém, porque não paga as despesas anuais com suas receitas”.

A diferença

Em recente visita a Israel, Marchezan, falando numa mesa redonda, teve dificuldade de explicar que, em Porto Alegre, falta dinheiro para o pagamento de servidores públicos e fornecedores de produtos. Participaram do encontro 32 prefeitos da África, da Europa e dos Estados Unidos. Nenhum deles admitiu ser possível gastar mais do que a arrecadação.

Inovação

A Câmara Municipal de Porto Alegre escolheu o dia 5 de abril para se dedicar a análises das condições do Lago Guaíba, com ênfase na poluição e na utilização como atrativo turístico. Culminará com sessão plenária, à tarde, no catamarã que faz a travessia até Guaíba. Será adaptado para receber os vereadores, incluindo uma tribuna.

Vários ralos

A 27 de fevereiro de 1998, em Buenos Aires, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, declarou que os rombos nas contas públicas tinham duas causas bem visíveis: os custos para manutenção do sistema previdenciário e os gastos sem controle dos Estados e dos municípios.

Esqueceu de incluir o governo federal, que fica com a maior parte dos impostos recolhidos no País.

Péssima lição

A volta às aulas serve como espanador da memória: desde 2014 andam a passos de tartaruga projetos que reduzem os impostos na compra de material escolar. Lápis e cadernos, por exemplo, ficam 35 por cento mais caros com a mordida do governo.

Dois lados

Sobre a posse de Raul Jungmann na Segurança Pública, a frase mais ouvida foi esta: “É muito atrito para um ministério só.” A intervenção no Rio de Janeiro significa apenas o começo.

Alguns, porém, consideram que pode vir a ser o ministério escada ou trampolim. Se as ações derem bons resultados, consagra-se para futuras eleições.

Olhando o futuro

Profecia de Marina de Jesus, beata equatoriana, está gravada na porta da igreja de São Francisco de Assis, em Quito:

“Esta cidade não será destruída por terremotos, mas por maus governos”.

Deveria ser reproduzida em algum local público do Rio de Janeiro.

Resultados precários

Aos que avaliam que os últimos anos têm sido marcados pela instabilidade, convém lembrar o que ocorreu de 1981 a 1991. Foram lançados:
oito planos de estabilização monetária; 11 índices de cálculo inflacionário; cinco congelamentos de preços e salários; quatro diferentes moedas; 24 alterações nas regras de controle de preços; 21 propostas de negociações da dívida externa e 19 decretos sobre austeridade fiscal.

Para quê? Para quase nada.

Cores variadas

Políticos experientes aconselham os novatos: candidato não deve dar sinal verde a cheque em branco porque acaba no vermelho.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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