Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2018
O presidente Michel Temer relativizou a importância da popularidade durante seu período na Presidência da República. Ele repetiu o que já falara em discursos anteriores sobre ter aproveitado a impopularidade de seu governo para fazer o que julga necessário para o País. E acrescentou que, às vezes, fazer o que o povo quer “leva à crucificação de Cristo”.
“Eu fiz, aproveitando a impopularidade. Muitas vezes o que o povo quer leva à crucificação de Cristo, que depois foi santificado. [Ou seja,] Leva a movimentos autoritários que nós desprezamos”. Temer citou a importância do diálogo do governo com o Congresso. Disse que governa junto com os parlamentares que, segundo ele, são os representantes da sociedade no processo de governança.
Temer discursou durante o 3° Simpósio Nacional de Varejo e Shopping, em Foz do Iguaçu (PR). Em sua fala, ele disse também da importância do respeito à Constituição e afirmou que tomar decisões com base nas aspirações populares é “desorganização”.
“Muitas vezes as pessoas dizem ‘essa história de cumprir a ordem jurídica é relativa, o que nós precisamos é verificar quais são as aspirações populares e decidir de acordo’. E isso é a maior revelação de desorganização”, disse. “E quando nós temos uma Constituinte para constituir uma sociedade, é para fixar regras para que o povo participante possa saber quais são as regras do jogo”, completou.
Como tem sido hábito em seus discursos, o presidente resgata vários atos de seu governo. Dentre eles, a fixação de um teto de gastos públicos e as reformas do ensino médio a trabalhista. Lembra ainda da queda da inflação e da taxa básica de juros, ambas durante o seu governo.
Temer também disse que espera, até o fim do mandato, dar andamento às reformas que ainda não concluiu. Ele ressaltou que a reforma da Previdência, apesar de ter esfriado no Congresso, continua na pauta política, uma vez que o déficit da Previdência persiste.
Para o presidente, os candidatos ao Planalto deverão debater soluções para isso na campanha eleitoral deste ano. Ele também afirmou que tentará pautar a reforma tributária antes do fim do ano. “Espero poder concluir o governo com isso [resolvido]. Se não aprovado, pelo menos muito bem encaminhado”.
Crescimento
Na sexta-feira, em Salvador, Temer participou da celebração dos 70 anos da Fiep (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) e do Sesi (Serviço Social da Indústria) da Bahia. O presidente projeto que, com otimismo e as reformas apresentadas pelo governo, o Brasil terá um crescimento maior nos próximos anos.
“Nós precisamos ser otimistas. Fomos tomados nos últimos tempos por uma onda de pessimismo. […] Se o Brasil tivesse esse entusiasmo, essa vibração, essa potencialidade espiritual, essa energia que nós todos recebemos nessa reunião, o Brasil seria melhor ainda, porque bom ele já é, mas nós vamos crescer mais ainda“, disse Temer.
Na visão do presidente, o diálogo e a parceria com a iniciativa privada também tem colaborado a tirar o Brasil da recessão econômica. “O País não parou, porque nós tivemos todos a capacidade conjugados com a iniciativa privada, de levar adiante o País”, afirmou.
Os comentários estão desativados.