Segunda-feira, 15 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Lula será interrogado como réu, através de videoconferência, em um processo da Operação Zelotes

Compartilhe esta notícia:

Ex-presidente se entregou às autoridades no dia 7 de abril. (Foto: Instituto Lula)

Preso desde o começo de abril em Curitiba (PR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado por meio de videoconferência em um processo no qual é réu na Operação Zelotes, que corre na Justiça Federal de Brasília. A oitiva está marcada para a manhã do dia 21 de junho.

Na decisão sobre o depoimento, publicada na manhã dessa segunda-feira, o juiz Vallisney de Souza Oliveira argumentou que, pelo fato de o líder petista cumprir pena na Superintendência da PF (Polícia Federal) na capital paranaense, o interrogatório à distância é a “medida mais adequada”.

O magistrado disse, ainda, que se a defesa quiser pedir que o interrogatório seja presencial, deve fazer a solicitação em um prazo mínimo de dez dias de antecedência. Procurados, os advogados de Lula informaram que não vão comentar o assunto.

É possível que, por causa do interrogatório, Lula deixe pela primeira vez as dependências da PF desde que foi preso, no dia 7 de abril. Isso porque ele deve falar em uma sala de audiências no prédio da Justiça Federal do Paraná, localizado a aproximadamente cinco quilômetros da Superintendência da PF.

Lula cumpre sentença de 12 anos e um mês de prisão depois de ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava-Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sua defesa alega não haver provas dos crimes imputados ao ex-presidente e que ele ainda tem o direito a recorrer da condenação no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Entenda o caso

Neste processo da Operação Zelotes, Lula é réu por lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência. Em dezembro de 2016, a Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do MPF (Ministério Público Federal) acusando Lula de interferir na compra pelo governo brasileiro de 36 aviões-caça do modelo Gripen (da fabricante sueca Saab) e na prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da MP (Medida Provisória) 627.

Os casos ocorreram no período entre 2013 e 2015, quando Lula já não era mais presidente da República. Na época, o cargo já era exercido pela sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff. Conforme o MPF, no entanto, na condição de ex-presidente Lula integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia atuar junto ao governo para beneficiar as empresas MMC (vendedora e fabricante de carros da Mitsubishi), Caoa (vendedora e fabricante de carros da Hyundai) e Saab.

As companhias eram clientes do escritório M&M (Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Ltda), empresa de lobby do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. Em troca, conforme os procuradores, Mauro e Cristina repassaram a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, pouco mais de R$ 2,5 milhões.

Quando a Justiça Federal aceitou a denúncia do MPF, a defesa de Lula e Luís Cláudio divulgou nota chamando a decisão de “mais uma acusação frívola contra o ex-presidente e seus familiares”. O texto dizia, ainda, que a denúncia “faz parte de uma tática de tentar desconstruir a imagem de Lula e de prejudicar a sua atuação política”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Homem consegue roubar uma cobra de uma loja, escondendo o animal dentro de sua calça
Mãe é presa após agredir bebê de 8 meses
Pode te interessar