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Brasil Ministério Público Federal pede condenação de Cerveró, Youssef, Baiano e Júlio Camargo por corrupção e lavagem de dinheiro

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Youssef está preso desde março de 2014 (Foto: Joedson alves/AE)

O MPF (Ministério Público Federal) reforçou na quarta-feira o pedido da condenação judicial do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, do lobista Fernando Baiano, do consultor Júlio Camargo e do doleiro Alberto Youssef por crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O pedido foi protocolado nas alegações finais da ação penal originada na 8ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga um esquema bilionário de desvio de dinheiro na Petrobras. As alegações finais são a última etapa na tramitação dos processos, antes da sentença do juiz.

Em dezembro, o MPF apresentou à Justiça Federal a denúncia contra os então acusados. Depois de o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato na primeira instância, aceitar a denúncia, todos eles passaram a ser réus. Desde então, testemunhas de defesa e de acusação, além dos próprios réus, foram ouvidos pelo juiz.

Foi em uma audiência desta ação que Júlio Camargo afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), pediu 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-sonda na Petrobras. O deputado negou.

Devolução
Além disso, o MPF pede a devolução de 296 milhões de reais e que as penas sejam cumpridas, inicialmente, em regime fechado. O dinheiro refere-se aos valores desviados da Petrobras mais o ressarcimento pelos danos causados aos cofres públicos.

Todos são acusados de participarem do esquema criminoso bilionário na estatal desvendado pela Lava-Jato – com exceção de Júlio Camargo, os réus estão presos. Cerveró na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), e Fernando Baiano no Complexo-Médico Penal, na Região Metropolitana da capital paranaense.

O advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, declarou que o MPF não tem elemento comprobatório nenhum para a acusação. O advogado de Baiano, David de Teixeira de Azevedo, afirmou que todos os pontos das alegações finais do MPF serão refutados. Para Azevedo, a acusação se baseia em pressuposições e não em provas e fatos. (AG)

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