Quarta-feira, 08 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 16 de setembro de 2018
O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, registrou o maior gasto financeiro entre todos os concorrentes ao Palácio do Planalto: sua despesa é de 44,2 milhões de reais, muito acima dos 975 mil reais do líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, de acordo com balanço divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre as prestações parciais de contas das campanhas.
O segundo maior gasto financeiro de campanha entre os candidatos à Presidência foi de Geraldo Alckmin (PSDB), com 31,5 milhões de reais, logo à frente da candidatura do PT, que teve gasto financeiro de 26,2 milhões de reais, segundo os números do TSE.
No balanço do TSE ainda aparecem os números relativos à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi barrado da disputa pelo próprio tribunal com base na Lei da Ficha Limpa. Nomeado como substituto de Lula pelo PT, Fernando Haddad não teve prestação de contas apresentada, segundo o TSE.
Na sequência das maiores despesas financeiras de campanha aparecem Ciro Gomes (PDT), com R$ 8,3 milhões; Álvaro Dias (Podemos), com R$ 5,5 milhões; Marina Silva (Rede), com R$ 3,5 milhões; Guilherme Boulos (PSOL), com R$ 3,4 milhões; e Jair Bolsonaro (PSL), com R$ 975 mil.
Arrecadações
A nova parcial da prestação de contas dos candidatos à Presidência da República divulgada pelo TSE mostrou que o candidato com maior arrecadação, até o momento, é Geraldo Alckmin, do PSDB, com R$ 46,4 milhões.
Do montante arrecadado pelo tucano, R$ 46,26 milhões (97,8%) foram oriundos do Fundo Eleitoral, segundo a prestação de contas. O financiamento coletivo do candidato representou apenas 0,08% das verbas arrecadadas.
A segunda maior arrecadação foi a do candidato Henrique Meirelles, do MDB, que declarou R$ 45 milhões em receitas até o momento. Todo o recurso veio de fontes próprias, ou seja, do próprio candidato.
Em terceiro lugar aparece a declaração do PT, cuja candidatura passou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Foram movimentados R$ 20,6 milhões em receitas, e, assim como no caso do PSDB, quase que tudo do Fundo Eleitoral: R$ 20 milhões (97,1%). Por meio de financiamento coletivo foram arrecadados R$ 598 mil.
Ciro Gomes, do PDT, vem na quarta posição.Ao todo, são R$ 16,1 milhões recebidos, tudo do Fundo Eleitoral.
Na sequência vem Marina Silva, candidata da Rede, com R$ 7,2 milhões: R$ 6,1 milhões de doações do Fundo Eleitoral, R$ 260 mil de financiamento coletivo, e o restante de 21 doadores.
Álvaro Dias. do Podemos, declarou ter recebido R$ 5,2 milhões. Deste total, R$ 3,2 milhões (62,5%) foram oriundos do Fundo Eleitoral e 37,9% de doações diversas.A iniciativa de financiamento coletivo do candidato representou apenas 0,63% do total.
Guilherme Boulos, PSOL, recebeu até agora R$ 5,99 milhões, sendo R$ 5,97 milhões provenientes do Fundo Eleitoral. O restante foi arrecadado por meio de financiamento coletivo.
João Amoêdo, candidato do Novo, recebeu até o momento R$, 2,6 milhões: R$ 1,2 milhão foi recebido do Fundo Eleitoral, R$ 308 mil de financiamento coletivo, e o restante de doadores.
José Maria Eymael, do PSDC, levantou R$ 849 mil do Fundo Eleitoral.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro, do PSL, arrecadou R$ 688,7 mil. Desse total, quase a metade foi proveniente do Fundo Eleitoral (R$ 334,75 mil). Outra parcela de R$ 332,8 mil foi obtida por meio de financiamento coletivo.
Já Vera Lúcia, do PSTU, declarou receitas no valor de R$ 401 mil, praticamente toda oriunda do Fundo Eleitoral.A candidatura levantou apenas R$ 1,8 mil por meio de financiamento coletivo.
Por fim, João Goulart Filho, do PPL, levantou R$ 231,8 mil, sendo R$ 230 mil do Fundo Eleitoral e o restante R$ 1,8 mil de financiamento coletivo.
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