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Brasil Um robô desenvolvido por pesquisadores de universidades de São Paulo tenta combater as fake news

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Movimento tem apoio de grandes empresas de tecnologia. (Foto: Reprodução)

Uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) tem sido usada para combater fake news (notícias falsas) por WhatsApp. O usuário que desejar checar uma “corrente” que recebeu pode encaminhá-la para o número de telefone do “robô”. O sistema analisa a possibilidade de o texto ser uma notícia falsa com base em critérios elaborados para a inteligência artificial (riqueza de vocabulário, número de substantivos, adjetivos, pronomes e erros gramaticais).

Para checar as notícias, o usuário deve enviar uma mensagem para (16) 98821-2457 com a palavra “fake”. Depois, basta mandar o texto a ser conferido pela inteligência virtual.

A ferramenta, no entanto, ainda está em fase de testes.

TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu reforçar no segundo turno as ações de enfrentamento às fake news, notícias falsas disseminadas pela internet, e passará a ter três servidores da área técnica dentro do centro integrado que monitora a segurança das eleições, localizado em Brasília.

A presidente da Corte, ministra Rosa Weber, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, se reuniram às 18h desta segunda-feira (15) para tratar da medida.

O objetivo é que os técnicos do TSE no CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional) ajudem a Polícia Federal a identificar com maior rapidez informações falsas e permitam que o tribunal as desminta publicamente com celeridade.

O foco será nas fake news que têm potencial de abalar o pleito institucionalmente, como as que falam de fraudes nas urnas eletrônicas.

A eventual remoção das fake news da internet continuará dependendo de processos judiciais que precisam seguir seus trâmites — e, por isso, podem levar dias —, mas a expectativa é de encurtar o caminho.

Nesta terça (16), às 15h (horário de Brasília), representantes do TSE, do Ministério Público Eleitoral e de outros órgãos que compõem o conselho consultivo sobre fake news deverão participar de uma videoconferência com executivos do WhatsApp que estão nos Estados Unidos.

O aplicativo de mensagens instantâneas foi identificado pelo conselho, no primeiro turno das eleições, como um dos principais meios de transmissão de fake news, mas o TSE tem afirmado que há dificuldades para tomar providências por causa de limitações técnicas — sobretudo impossibilidade de identificar de onde primeiro partiu a informação falsa.

O conselho consultivo deverá pedir um empenho do WhatsApp para conter a disseminação de fake news.

 

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