Segunda-feira, 06 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Parlamentares do PT decidiram não alimentar o confronto com o PDT de Ciro Gomes

Compartilhe esta notícia:

"O Lula é o maior líder popular Brasil. Não o desmereço em nada. Agora ele está fazendo mal ao país, porque só pensa no seu projeto particular de poder", disse Ciro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Parlamentares do PT decidiram, em reunião na manhã desta quarta-feira (31), não alimentar o confronto com o PDT de Ciro Gomes, que tenta se posicionar como protagonista da esquerda na oposição ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em café da manhã para tentar afinar o discurso do partido pós-eleição, as bancadas petistas da Câmara dos Deputados e do Senado decidiram manter o plano de que tentam formar uma “frente democrática” com todos os interessados em combater a agenda conservadora de Bolsonaro, sem impor o “hegemonismo”, como acusam os pedetistas. As informações são do jornal O Globo.

Ciro Gomes disparou uma série de críticas ao PT, em entrevista à “Folha de S.Paulo”. Disse que Fernando Haddad cumpriu um “papelão” ao substituir Luiz Inácio Lula da Silva, que é cercada de “bajuladores”, como a presidente do partido Gleisi Hoffmann. Acrescentou que foi “miseravelmente traído” pelo PT e que não fará mais campanha com a legenda.

Não só a entrevista, mas o comportamento do PDT na reta final da campanha presidencial e a articulação do partido para formar um bloco com outros partidos de esquerda e isolar o PT, foram temas do café da manhã petista, que se alongou até a hora do almoço. A posição majoritária foi de não partir para o enfrentamento ao PDT.

“Não vamos comprar essa briga com o PDT e o Ciro. Nós não concordamos, mas respeitamos as queixas dele. O importante agora é nos concentrarmos na formação da frente democrática”, diz o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Pelo Twitter, com a intenção de encerrar o assunto, Gleisi Hoffmann respondeu a Ciro, dizendo que lamenta por ele estar “tão irritado com seu resultado eleitoral insatisfatório”, mas acenou ao PDT. “Mas entendemos suas dores e somos solidários. O que importa é a unidade contra o fascismo e o ataque aos direitos do povo. Nisso estaremos juntos”, escreveu.

Enquanto o PT ainda digere o resultado nas urnas, os outros partidos avançam nas tratativas de formar um “blocão” na Câmara e no Senado. As conversas envolvem PDT, Rede, PSB, PPS e PCdoB. Contra o isolamento expectativa petista é que a tensão eleitoral diminua nos próximos meses e que as legendas voltem a se alinhar. Com o capital de 44,1 milhões de votos, o partido prega que, “naturalmente”, é visto como o “nome” da oposição a Bolsonaro.

Parlamentares pregaram, na reunião, que a oposição a Bolsonaro tem de ser de “enfrentamento”. Houve críticas à pregação de líderes pedetistas de uma “oposição propositiva”. A linha majoritária no PT é de reforçar em todos os momentos possíveis que o governo Bolsonaro já age para aprovar pautas de seu interesse no Congresso, numa tentativa de “terceirizar” os desgastes com a aprovação de propostas polêmicas para o presidente Michel Temer.

O discurso já é levado para a tribuna. Nesta quarta, a senadora Gleisi Hoffmann disse que a “primeira resistência” será em relação à reforma da Previdência.

“O candidato que ganhou, o senhor Bolsonaro, não tratou na sua campanha eleitoral de reforma da Previdência, não tem no seu programa, não fez debate, não discutiu com a população. Agora, em conluio com o Temer, articula para colocar a matéria para ser votada na Câmara dos Deputados antes de ele assumir e tomar posse, para que ele já assuma e tome posse com os direitos retirados do povo? Nós não podemos aceitar”, disse.

Na mesma linha, o senador Lindbergh Farias (PT) disse que “estão querendo antecipar a pauta do Bolsonaro para agora, neste momento, agora, à tarde, está sendo discutido na Câmara a tal da Escola sem Partido; aqui, foi a Lei Antiterrorismo que quiseram mexer no dia de hoje”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Líder do centrão diz que Bolsonaro quer “terceirizar desgaste” antecipando nova Previdência
Bolsonaro já definiu pelo menos 15 ministérios para o seu governo. A sua gestão deve ter cerca de metade do número atual de pastas
Pode te interessar