Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de novembro de 2018
A Petrobras vai reduzir o preço médio da gasolina em 0,71% nas refinarias, a 1,6616 real o litro, a partir de terça-feira (13), de acordo com informações no site da estatal. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa.
Em 6 de setembro, a diretoria da companhia petrolífera anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.
Crítica
O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse nesta segunda-feira (12), que a Petrobras precisa dar mais transparência aos preços de combustível. Ele criticou a estratégia da empresa de divulgar a média aritmética dos valores praticados em suas várias refinarias, o que mascara o preço real dos combustíveis nesta etapa da cadeia. Segundo ele, mesmo como acionista majoritário da companhia, a União não pode atuar diretamente para buscar essa transparência.
“A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) impede e pune quando o majoritário usa abusivamente seu direito”, disse o ministro, que assentiu sobre a possibilidade de os conselheiros indicados pelo governo levarem esse questionamento à empresa. “Essa é uma discussão que não é só nossa, que está na rua o tempo todo. Evidentemente que esse questionamento foi elevado”, garantiu.
O ministro defendeu que a esfera para discussão desse tema é a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). “A ANP já verificou que o preço divulgado é uma média aritmética. Isso não existe. Você não encontra em nenhuma refinaria aquele preço que eles anunciam. Se é média aritmética, não é preço real. E o que nós pagamos é preço real. O que nós precisamos é dar mais transparência. As pessoas precisam saber quanto pagam”, declarou.
Plataforma P-75
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (12) que iniciou no domingo a operação da plataforma de P-75, instalada no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, com a produção de petróleo e gás natural.
A plataforma, a segunda a ser instalada na região, é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSO, na sigla em inglês) e possui capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e comprimir até seis milhões de metros cúbicos de gás natural.
Instalada a aproximadamente 210 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, em profundidade de água de 2 mil metros, a P-75 produzirá por meio de dez poços produtores e sete poços injetores. O escoamento da produção será feito por navios aliviadores, enquanto a produção de gás, escoada pelas rotas de gasodutos do pré-sal.
Descoberto em 2010, o campo de Búzios é o principal sob o contrato da cessão onerosa e teve seu início de produção em abril deste ano por meio da plataforma P-74. O regime de cessão onerosa reserva à Petrobras o direito exclusivo para exploração e produção de até cinco bilhões de barris de óleo equivalente na Bacia de Santos.
A P-75 é a quarta plataforma a entrar em produção em 2018, após o FPSO Cidade Campos dos Goytacazes no campo de Tartaruga Verde, a P-67 no campo de Lula e a P-74 no campo de Búzios. Segundo a Petrobras, estas plataformas, junto com a P-67, que já está no campo de Lula, e a P-76, que seguirá para o campo de Búzios em dezembro, concluirão os seis sistemas previstos para este ano no Brasil, contribuindo para o aumento da produção no horizonte do Plano de Negócios e Gestão 2018-2022.
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