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Geral O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que enviar militares à Venezuela é uma opção

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Trump abordou a jornalista chamando-a de "a senhora dos conselhos" e pediu ajuda para comprar um presente para uma "garota". (Foto: Reprodução)

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em entrevista à rede CBS no domingo (3) que enviar tropas militares à Venezuela é “uma opção” e que ele recusou pedidos do chefe de Estado do país, Nicolás Maduro, para uma reunião. “Certamente é algo que está… É uma opção”, disse Trump sobre o envio de tropas em entrevista ao programa Face the Nation. “Bem, ele [Maduro] requisitou uma reunião e eu recusei, porque já estamos muito longe no processo.”

Outros líderes de países ocidentais têm pressionado o governo Maduro na direção do afastamento do ditador. Também no domingo a ministra de Assuntos Europeus da França, Nathalie Loiseau, afirmou que o país reconhecerá Juan Guaidó como presidente a menos que Maduro mostre-se ainda hoje aberto a convocar eleições presidenciais.

Seis países da União Europeia — além da França, Alemanha, Espanha, Holanda, Portugal e Reino Unido — haviam dado um ultimato para que Maduro convocasse uma eleição presidencial, com prazo que expirava nesse domingo. O chefe de Estado venezuelano voltou a propor eleições legislativas antecipadas em resposta a essa pressão, mas não cedeu quando ao pleito para a Presidência.

Em 23 de janeiro, Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, proclamou-se presidente interino da Venezuela e obteve apoio de países como Estados Unidos, Brasil, Colômbia e, nesta semana, do Parlamento Europeu.

No sábado (2), Francisco Estéban Yánez Rodríguez tornou-se o primeiro general da ativa do país a reconhecer publicamente Guaidó como presidente venezuelano, exortando outros militares a desertarem de Maduro. No mesmo dia, dezenas de milhares de venezuelanos contrários ao regime de Maduro protestaram em Caracas e em outras cidades do país.

Em 2018, o pleito que reconduziu Maduro ao comando em Caracas foi quase que totalmente boicotado pela oposição e considerado fraudulento por observadores internacionais.

A Venezuela vive uma crise socioeconômica sem precedentes em sua história, com hiperinflação, emigração em massa, desnutrição e colapso do sistema de saúde e de outros serviços públicos.

Maduro ainda se aferra ao poder, com o suporte de Rússia, China e Turquia. Em nota, o governo russo diz que a movimentação europeia para legitimar a “tentativa ilegal” de tomada de poder por Guaidó constitui intromissão externa indevida. Apesar do aumento da pressão internacional, o dirigente venezuelano mantém o tom desafiador.

Em entrevista a uma rede de TV espanhola exibida no domingo (3), mirou dos dois lados do Atlântico. “Pare agora, Trump! Você está cometendo erros que deixarão suas mãos cobertas de sangue, e você mesmo deixará a Presidência manchado de sangue”, afirmou Maduro. “Por que repetir o Vietnã?”.

Sobraram ainda alfinetadas para os europeus. “Não nos importamos com o que a Europa diz. Não aceitamos ultimatos de quem quer que seja. Não se pode basear a política externa em ultimatos. Isso é coisa de império, dos tempos coloniais.”

Maduro chegou a pedir ajuda ao papa Francisco, segundo entrevista gravada em Caracas divulgada nesta segunda-feira. “Enviei uma carta ao papa Francisco”, afirmou Maduro. “Disse a ele que estou a serviço da causa de Cristo (…) e nesse espírito peço sua ajuda, em um processo de facilitação e reforço do diálogo.”

 

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