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Brasil Bolsonaro demonstra incômodo com a possibilidade de o Senado rejeitar o nome do filho para embaixador do Brasil nos Estados Unidos

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Bolsonaro está em prisão domiciliar desde sexta-feira, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília. (Foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, demonstra incômodo com a possibilidade de o Senado rejeitar o nome do seu filho Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O chefe do Executivo está avaliando as chances de aprovação do deputado federal para ocupar o posto no exterior.

Ao participar de uma solenidade em homenagem ao Exército Brasileiro na Câmara dos Deputados na segunda-feira (15), Bolsonaro saiu em defesa de Eduardo e reforçou que o indicará para a embaixada brasileira em Washington.

“Por vezes, temos tomado decisões que não agradam a todos, como a possibilidade de indicar para a embaixada um filho meu, tão criticada pela mídia. Se está sendo tão criticado, é sinal de que é a pessoa adequada”, disse o presidente.

A indicação de Eduardo não é consenso nem mesmo no Palácio do Planalto. Enquanto o chamado grupo ideológico é entusiasta do parlamentar, a cúpula militar é contrária. A avaliação é de que, ao favorecer o filho, Bolsonaro cria um desgaste desnecessário à imagem do governo e adota prática identificada com a chamada “velha política”.

Devido à repercussão negativa, a orientação neste momento, nas palavras de um assessor palaciano, é “esperar a poeira baixar” antes de oficializar o nome de Eduardo.

“O presidente está ainda a avaliar a indicação de Eduardo Bolsonaro para o cargo”, disse o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros. “Ele detém a total confiança do presidente e o acesso facilitado ao mandatário daquela nação amiga.”

O ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, avaliou que o fato de Eduardo ser filho de Bolsonaro o credencia para a função. “A representação diplomática é uma responsabilidade grande, mas ela se faz com uma credencial. E ele tem uma credencial junto ao pai, que é o presidente, o que é muito significativo”, disse. “O principal que eu vejo é o credenciamento que ele teria por ser, obviamente, o filho do presidente.”

O ministro elogiou o parlamentar, de quem já foi chefe de gabinete, e disse que ele não pode ser penalizado apenas por ser filho do presidente.

As demonstrações de insatisfação no Senado com a indicação de Eduardo Bolsonaro começaram a se tornar públicas. “Foi talvez o maior erro do presidente até agora, até porque envolve o próprio filho, sem ter pelo menos tentado entender qual o sentimento hoje do Senado”, disse a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

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