Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2019
O presidente Jair Bolsonaro negou, nesta quarta-feira (4), que o governo esteja estudando formas para privatizar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.
“Servidor de terceiro escalão falou aquilo (sobre privatizar o banco), não tenho nada a ver com isso. Não tenho como controlar centenas de milhares de servidores do Brasil, tá certo? Na minha parte, não existe qualquer intenção de pensar em privatizar Banco do Brasil ou Caixa Econômica, zero”, declarou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada.
Em entrevista ao jornal O Globo, publicada no domingo (1º), o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo estuda vender uma estatal com potencial de arrecadação de R$ 250 bilhões. O ministro, porém, não quis dizer o nome da empresa. O valor de mercado do BB, porém, não chega a esse valor.
Na terça-feira (3), o jornal carioca disse que a privatização do BB “chegou a ser abordada” durante reunião do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), há duas semanas. No entanto, o próprio Ministério da Economia negou, em nota, que pretenda privatizar BB, Caixa e Petrobras.
Conselho
O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República recomendou a qualificação do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) no PPI e sua inclusão no Programa Nacional de Desestatização. As recomendações constam de duas resoluções, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4).
Na Resolução, o conselho afirma que a decisão leva em conta a “necessidade de reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público”.
Cita ainda a necessidade da administração pública federal concentrar esforços em atividades em que a presença do Estado seja fundamental.
Afirma também ter considerado a “necessidade de contribuir para a reestruturação econômica do setor público, especialmente através da melhoria do perfil e da redução da dívida pública líquida” e a “necessidade de ampliar as oportunidades de investimento e emprego no País e de estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria dos serviços públicos prestados à população brasileira”.
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