Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A partir de março, o valor do dólar no cartão de crédito terá que ser o do dia da compra

Compartilhe esta notícia:

Bancos também serão obrigados a detalhar o cálculo utilizado para a conversão da moeda. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Começa a valer no dia 2 de março a nova regulamentação do Banco Central para cobranças de compras em moeda estrangeira no cartão de crédito. A medida, estabelecida pela autarquia em 2018, obriga bancos a cobrar o dólar com a cotação do dia em que as compras foram realizadas. Até agora, a maioria das instituições cobra o valor da data do fechamento da fatura, o que deixava consumidores à mercê da volatilidade da moeda.

Além dessa mudança, os bancos também serão obrigados a detalhar o cálculo utilizado para a conversão da moeda estrangeira em real. A nova regra também vale para compras realizadas pela internet em sites de outros países. Segundo Carlos Formigari, diretor do Itaú Unibanco, o principal reflexo da nova regra será em benefício do cliente, que terá maior previsibilidade de pagamento e segurança.

“Além disso, o cliente também terá maior facilidade para fazer o controle de gastos e comparar as taxas praticadas pelos diferentes cartões disponíveis hoje no mercado. A possibilidade de uma maior concorrência acontece porque, apesar de as instituições se basearem na Ptax (taxa de câmbio calculada pelo BC que consiste na média das taxas informadas pelo mercado), cada banco usa um cálculo próprio para fazer a conversão.

Nesse sentido, a cotação final cobrada do cliente tem um ágio, estabelecido livremente por cada instituição e cobrado em cima da taxa de referência. Normalmente, varia de 4% a 5%.

“O banco vai ter que ajustar sua operação para fazer o provisionamento do dólar. E a cobrança dessa tarifa pode ser em cima desse custo e também para evitar que a própria instituição corra o risco da variação até o pagamento da fatura”, afirma o professor do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) George Salles.

É importante destacar que, além da cobrança da tarifa sobre a taxa de referência, há a tributação das operações. Para as compras feitas no cartão de crédito, é cobrado um IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38%.

Para Felipe Tayer, sócio da MelhorCambio.com, o fato de os bancos precisarem detalhar abertamente os cálculos de conversão pode acabar trazendo uma maior competitividade para o segmento, uma vez que aumenta a possibilidade de o consumidor fazer a escolha do uso do cartão de forma mais consciente. “Quando a instituição abre todo o cálculo, permite que o consumidor compare as taxas e os valores entre instituições financeiras e decida pela mais interessante”, afirma.

Dentre os cinco maiores bancos do país –Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander–, apenas a Caixa já utiliza a cobrança com o dólar no dia da compra. Nos demais, a sinalização é de preparo dos sistemas para a adoção da nova regra no prazo estabelecido. A comunicação da mudança aos clientes, de acordo com essas instituições, também já começou.

Segundo a Caixa, a conversão da moeda no dia da compra é a modalidade mais escolhida entre os portadores de cartão de crédito da instituição, e a antecipação da mudança –que foi feita pelo banco em 2017– diminuiu os impactos sistêmicos e operacionais pelos quais as demais instituições passam no momento.

De acordo com o superintendente-executivo de cartões do Santander, Rogério Panca, os sistemas do banco já estão adaptados para a nova regulamentação, e a cobrança da compra com a cotação do dia entrou em fase de testes em outubro, com um grupo de funcionários da instituição.

“Também já começamos a comunicar os clientes das mudanças em janeiro, porque existe todo um ciclo de emissão de faturas. Os clientes que têm as faturas fechadas no primeiro dia útil já terão a nova sistemática do câmbio na fatura seguinte”, afirma Panca.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Cães e gatos movimentam um mercado bilionário que cresce a cada ano no Brasil
Os brasileiros gastaram 29 bilhões de reais no ano passado só com as taxas cobradas pelos bancos
Pode te interessar