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Esporte Um membro do Comitê Olímpico Internacional disse que a decisão de adiar a Olimpíada já foi tomada

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O canadense Dick Pound disse ao jornal americano "USA Today" que o COI já decidiu que as Olimpíada será adiada. (Foto: Reprodução)

“O adiamento foi decidido. Os Jogos Olímpicos não começarão em 24 de julho.”

A afirmação é do membro mais antigo do COI (Comitê Olímpico Internacional), onde está desde 1978, o ex-presidente da Wada (a agência internacional antidopagem) Dick Pound, de 78 anos.

Em entrevista ao jornal americano “‘USA Today”, nesta segunda-feira (23), o dirigente canadense disse que a Olimpíada de Tóquio será adiada, provavelmente para 2021, mas que os detalhes ainda serão discutidos nas próximas semanas.

“Com base nas informações do COI, o adiamento foi decidido. Os parâmetros daqui para frente não foram determinados, mas os Jogos não começarão em 24 de julho, pelo que sei”, declarou o veterano do COI.

Dick Pound é dos membros mais influentes da entidade e também dos que mais dão declarações à imprensa. Segundo ele, a decisão sobre o adiamento será tomada em etapas e eles, do COI, começarão a lidar com as “imensas” consequências a partir desta definição.

A declaração de de Dick Pound vem um dia depois de o COI dizer que uma decisão sobre o adiamento ou não dos Jogos Olímpicos de Tóquio será tomada nas próximas quatro semanas. A entidade promoveu no domingo (22) uma reunião de emergência de seu comitê executivo e descartou um cancelamento desta edição olímpica.

Em nota, o COI afirmou que “um cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio não resolveria qualquer problema nem ajudaria ninguém. Portanto, um cancelamento não está na agenda”.

É a primeira vez que o comitê olímpico aventa o adiamento da Olimpíada. Existem cenários que trabalham com a remarcação do evento para o final deste ano ou para 2021 ou 2022.

A entidade disse que tem analisado possibilidades para determinar o adiamento do evento. Ressaltou que confia nos organizadores japoneses e que ambos conseguiriam, “com certas restrições de segurança, realizar os Jogos no país enquanto respeita as salvaguardas para a saúde de todos os envolvidos”.

Por outro lado, continuou o comunicado, “existe um dramático aumento no número de casos e novos surtos de Covid-19 em diferentes países de diferentes continentes. Isso levou o comitê executivo a concluir que o COI tem de tomar o próximo passo no planejamento de diferentes cenários”.

O COI prosseguiu e disse que, por causa da escalada do novo coronavírus, instalações essenciais para as Olimpíadas poderiam não estão mais disponíveis e manejar “milhões de noites” reservadas de hotéis será difícil, assim como adaptar os calendários de ao menos 33 esportes olímpicos.

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