Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de março de 2020
Em nova reunião por videoconferência com colegas da Granpal (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre), nesta sexta-feira (27), o prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Júnior, voltou a defender a necessidade do isolamento social como principal forma de frear o avanço do coronavírus. Segundo ele, há risco de novas mortes pela doença até o início de abril, além das duas registradas nesta semana.
“Por isso, é essencial mantermos as restrições aplicadas até aqui”, enfatizou. Para o chefe do Executivo porto-alegrense, as referências técnicas e científicas mundiais que embasam os 31 decretos municipais que assinou nos últimos dias apontam um pico de infectados nos últimos dias de março, assim como prevê o Ministério da Saúde.
“É com tristeza que falo isso, mas todas as informações nos levam a manter de forma cada vez mais drástica o distanciamento social”, reiterou. “O descontrole para conter o vírus é iminente e não tenho como tomar outra atitude a não ser manter as restrições.”
A maior cidade do Rio Grande do Sul lidera com folga o número de testes positivos para a doença. Até a noite desta sexta-feira, eram pelo menos 115 casos confirmados (mais da metade dos quase 200 registros em âmbito estadual), conforme a estatística da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), que costuma ser incluída com atraso na lista do governo gaúcho, pois os exames são realizados em laboratórios diferentes.
Outro dado preocupante levantado pelo prefeito é que cerca de um terço dos pacientes diagnosticados com Covid-19 estão internados em UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) de hospitais. E isso coloca em risco a própria capacidade do sistema em dar conta da demanda.
Os gestores municipais demonstraram intenção de manter a quarentena até 6 de abril. A partir disso, começarão a avaliar conjuntamente a flexibilização de restrições ao comércio, indústria e serviços. No entendimento da Granpal, porém, o foco das ações ainda deve ser garantir a preservação da vida das pessoas, especialmente daqueles com mais de 60 anos.
Defesa Civil
Em âmbito estadual, a Defesa Civil segue atuando nas ações para minimizar os efeitos da pandemia. Dentro do “Gabinete de Crise para o Enfrentamento da Epidemia Covid-19”, o órgão compõe o Comitê de Logística e Abastecimento, responsável pelo recebimento e organização das demandas e das ofertas de bens e serviços necessários à contenção e resposta da emergência.
Uma estrutura integrada, formada por membros da Defesa Civil e de diversas secretarias de Estado, além de integrantes das Forças Armadas e de órgãos de segurança pública, encontra-se instalada junto à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, com o objetivo de prestar suporte logístico e de abastecimento à Secretaria da Saúde, atuando como ponto de ligação entre os múltiplos órgãos e as comunidades afetadas.
“A Defesa Civil reforça a necessidade de observação das orientações emitidas pelo governo do Estado no sentido de, em primeiro lugar, preservar vidas”, ressalta o órgão.
(Marcello Campos)
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