Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2020
O Japão aprovou nesta quinta-feira (7) o uso do antiviral remdesivir em pacientes graves da Covid-19. É o primeiro remédio formalmente aprovado contra o coronavírus no país asiático. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nipônico na mesma semana em que a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, liberou o uso da droga para casos emergenciais da nova doença.
O Japão, com 16 mil casos de Covid-19 e cerca de 900 mortes, tem observado um número de diagnósticos consideravelmente menor em comparação com outros países industrializados, como Estados Unidos e Reino Unido. No entanto, os japoneses têm enfrentado um aumento persistente de contágios tem desafiado a estrutura hospitalar de algumas regiões do país.
Na última segunda-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, estendeu o estado de emergência no país até o fim de maio na tentativa de contar a disseminação do coronavírus. A medida, inicialmente, valeria por apenas 30 dias.
A farmacêutica americana Gilead, responsável pelo remdesivir, anunciou na última terça-feira que mantém conversas com diversas indústrias na Índia e no Paquistão para produzir o antiviral em larga escala. No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o Brasil conversará com a companhia para tratar do eventual fornecimento do remédio ao Brasil.
Nos EUA, o governo americano se baseou em um estudo patrocinado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, chefiado por Anthony Fauci, um dos principais rostos do combate à Covid-19 no país. A pesquisa concluiu que os pacientes que receberam doses de remdesivir se recuperaram mais rapidamente do que aqueles que receberam placebo.
O medicamento, no entanto, não reduziu significativamente as taxas de mortalidade. O presidente americano, Donald Trump, saudou a droga na sexta-feira como “um tratamento importante” e “realmente promissor”.
Droga potencialmente perigosa
O Japão também planeja autorizar outro medicamento antiviral este mês para tratar a doença do coronavírus, afirmou nesta quinta o porta-voz do governo, Yoshihide Suga.
Desenvolvido por uma subsidiária do grupo japonês Fujifilm, o Avigan foi autorizado em 2014 no Japão para tratar formas graves de influenza. Devido a efeitos colaterais potencialmente graves, especialmente em mulheres grávidas, só pode ser produzido e distribuído no Japão a pedido do governo.
Após resultados encorajadores de estudos na China, outros ensaios clínicos estão em andamento em todo o mundo para testar a eficácia do Avigan contra o novo coronavírus. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
Os comentários estão desativados.