Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2020
A Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) deu aval para que um estudo para uma possível vacina contra o coronavírus avance para a segunda fase de testes. A iniciativa é da companhia farmacêutica Moderna e a informação foi compartilhada pela própria empresa em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (7).
Segundo a Moderna, os testes de fase dois devem começar em breve e serão realizados com 600 participantes. A empresa acrescenta que já está finalizando os planos para uma terceira fase nos próximos meses. Caso o produto seja eficaz, poderia ser disponibilizado para o público geral em 2021.
“Estamos acelerando a produção e nossa parceria com a Lonza nos coloca em posição de produzir e distribuir o máximo possível de doses de mRNA-1273, caso isso seja seguro e eficaz”, afirmou o CEO da empresa, Stephane Bancel.
A vacina mRNA-1273 foi a primeira a iniciar os testes nos Estados Unidos. A nova fase do estudo ajudará os pesquisadores a avaliarem se a vacina é mesmo segura, quem produz a resposta imunológica mais forte e qual deve ser a dose eficiente para evitar a doença.
Apesar da aceleração no processo para encontrar algo que possa proteger as pessoas do vírus, autoridades de saúde alertaram que o período mínimo para desenvolver uma vacina varia de 12 a 18 meses, na melhor das hipóteses. E que o tempo médio entre a primeira fase de testes e sua chegada ao mercado é de quase 11 anos, com uma taxa de sucesso de 6%.
Segurança
Em outro caso, a Casa Branca descartou um guia passo a passo preparado por autoridades de saúde dos Estados Unidos para ajudar os Estados a reabrirem com segurança o sistema de trânsito em massa, restaurantes, creches e outros espaços públicos fechados pela pandemia de coronavírus, disse um funcionário do governo nesta quinta-feira.
O documento de 17 páginas preparado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) foi adiado para evitar dar orientações “excessivamente prescritivas”, disse o funcionário, um membro da força-tarefa da Casa Branca do presidente Donald Trump, confirmando uma reportagem da Associated Press segundo a qual a diretriz foi arquivada.
O funcionário disse que o documento do CDC só foi debatido por integrantes da força-tarefa depois que a notícia de sua existência vazou no mês passado, o que os levou a fazer revisões para acrescentar mais nuances à orientação.
“Emitir instruções excessivamente específicas – que a liderança do CDC nunca esclareceu – para como tipos diferentes de negócios abrem seria excessivamente prescritivo e amplo para as várias circunstâncias que os Estados estão enfrentando em todo o país”, disse o funcionário à Reuters. As informações são do jornal Extra e da agência de notícias Reuters.
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