Domingo, 13 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Cientistas revelam que os olhos são uma grande porta de entrada para o coronavírus e que as lágrimas podem o espalhar

Compartilhe esta notícia:

Estudiosos sugerem que a região é uma maneira da doença invadir o nosso organismo. (Foto: Reprodução)

Segundo novo relatório disponibilizado pela John Hopkins University School of Medicine, os olhos – e a região ao redor deles – podem ser uma grande porta de entrada para o novo coronavírus ao nosso organismo. A conclusão foi tirada depois que a equipe de estudiosos responsáveis da instituição estudaram o corpo de 10 pessoas que foram a óbito por motivos que não tinham nada a ver com a doença.

O resultado dos exames mostraram que as pessoas produziam grandes quantidades de ACE2 em seus olhos e áreas ao redor, uma enzima conhecida por facilitar a penetração da Covid-19 no corpo humano. Essa enzima é encontrada em diversos lugares, como a boca e pulmões, mas, até agora, não era conhecido a presença dela nos globos oculares. Além disso, existiria outra enzima em grandes quantidades, chamada TMPRSS2, que ajuda o vírus a passar por nossos poros e veias.

Os cientistas concluíram que nossas lágrimas podem ser uma grande forma de transmissão da doença para superfícies e/ou outras pessoas, dependendo da onde a pessoa infectada está chorando. Para contexto, esse novo estudo ainda não foi revisado por outros profissionais e trata-se de um primeiro esboço.

Sêmen

Cientistas de todo o mundo estão tentando montar um quebra-cabeça difícil sobre como o coronavírus afeta o corpo e como ele é transmitido.

Nos últimos meses, descobriram que o vírus pode ser detectado na saliva, urina, fezes e que pode viver em algumas superfícies por três dias e no ar por cerca de 30 minutos. Agora, pesquisadores da China descobriram que o novo coronavírus, ou parte dele, pode permanecer no sêmen. Mas o artigo, publicado na JAMA Network Open, uma revista médica de acesso livre, não prova que o vírus possa ser transmitido sexualmente.

Os médicos testaram o sêmen de 38 pacientes no Hospital Municipal Shangqiu, na província de Henan, na China central. Todos os indivíduos, com idades entre 15 e 59 anos, já haviam testado positivo para o coronavírus. Os pesquisadores detectaram material genético do coronavírus no sêmen de seis pacientes, cerca de 16%. Quatro pacientes com amostras positivas de sêmen “estavam no estágio agudo da infecção”, escreveram o Dr. Weiguo Zhao, do Oitavo Centro Médico do Hospital Geral do Exército de Libertação do Povo Chinês, em Pequim, e o Dr. Shixi Zhang, do Hospital Municipal Shangqiu em Henan. Dois estavam se recuperando, “o que é particularmente notável”, acrescentaram. Fazia 16 dias desde que um dos homens havia mostrado os primeiros sintomas, de acordo com um gráfico apresentado no estudo.

Desde os primeiros dias do surto, especialistas em saúde pública vêm dizendo que, embora o coronavírus pudesse ser transmitido através do beijo, eles não acreditavam que pudesse ser transmitido sexualmente. A nova descoberta não contradiz isso. Se o sêmen for positivo para o coronavírus, isso não significa que o vírus infeccioso esteja presente, disse o Dr. Stanley Perlman, professor de microbiologia, imunologia e pediatria da Universidade de Iowa para o The New York Times.

“Esta é uma descoberta interessante, mas deve ser confirmado que existe o vírus infeccioso – não apenas um produto viral no sêmen”, disse ele. “Os testes de sêmen podem ter detectado apenas fragmentos de RNA viral”, acrescentou. Dr. Perlman apontou que, diferentemente do zika, que é transportado no sangue, o coronavírus infecta principalmente as pessoas por via oral ou nasal.

No momento, ainda não há evidências de que uma pessoa possa ser infectada por contato sexual ou por um procedimento de inseminação intra-uterina com espermatozóides infectados. A transmissão durante o sexo é muito mais provável pelos meios usuais: gotículas respiratórias infecciosas. Ainda assim, alguns médicos estão ansiosos por mais pesquisas sobre o coronavírus e o sêmen por outras razões.

Em todo o mundo, muitas clínicas de fertilidade pararam de aceitar novos pacientes – não apenas para reduzir o tráfego de pacientes, mas também devido a preocupações de que o esperma do doador possa infectar mulheres que tentam engravidar.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Segunda maior empresa aérea da América Latina, a Avianca entra com um pedido de recuperação judicial
Criminosos lucram com a venda de dados e serviços financeiros na internet
Pode te interessar