Quarta-feira, 08 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Após a pandemia, viagens terão novos protocolos de limpeza e menos contato

Compartilhe esta notícia:

Tudo indica que as mudanças vieram para ficar. (Foto: Reprodução)

A pandemia de Covid-19 já transformou a forma como pensamos o turismo, e tudo indica que as mudanças vieram para ficar.

A pandemia vai desaparecer, com efeitos colaterais, muitos dos quais serão psicológicos”, disse Frank Farley, professor de psicologia da Universidade Temple.

Mas o desejo de viajar não desaparecerá. Em uma pesquisa recente da Skift Research, divisão de pesquisa de mercado da publicação setorial Skift, um terço dos americanos expressou a esperança de viajar nos três meses posteriores ao fim da quarentena.

Para tentar descobrir qual será o futuro das viagens, foram ouvidos dezenas de especialistas, de acadêmicos a organizadores de excursões. Veja abaixo o que eles pensam.

Embarque nos aeroportos

O Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marin, em Porto Rico, pode servir de exemplo para entender como será a fiscalização e o check-in do passageiro.

Câmeras térmicas estudam os viajantes na chegada e acionam um alarme quando temperaturas de 38 graus ou mais são registradas. Os passageiros febris são retidos para avaliação.

O tamanho dos empreendimentos também deve mudar. Nos últimos anos, aeroportos têm se expandido para satisfazer turistas que precisam passar longas horas no local. Essa tendência continua.

O espaço lhes oferece a capacidade de lidar com a pandemia de uma nova maneira. Você não fica apertado dentro da instalação”, diz Ty Osbaugh, arquiteto do escritório de projeto Gensler, que projetou terminais no Aeroporto Internacional Kennedy, em Nova York.

O espaço será vital para garantir que os passageiros não formem filas compactas para a passagem pela segurança.  Robôs podem ser encarregados de carregar a bagagem de mão, o que eliminará a disputa pelo espaço no bagageiro acima do assento.

Passageiros voltarão ao mar?

Poucos segmentos do setor sofreram um abalo maior do que o dos navios de cruzeiro, que agora estão praticamente todos parados em função de ordens de restrição de navegação.

Os analistas acreditam que grandes empresas como a Carnival e a Royal Caribbean Cruises tenham a resistência financeira necessária a esperar pela recuperação em 2021. Mas tarifas com descontos e regras flexíveis de cancelamento só reconfortarão os futuros passageiros até certo ponto.

O verdadeiro desafio será reduzir a percepção de risco, e isso exigirá mudanças nas práticas operacionais”, afirmou Robert Kwortnik, professor associado na escola de hotelaria da Universidade Cornell.

Entre as novas práticas que devem surgir, ele mencionou exames de saúde e planos de contingência para quando infecções ocorrerem. A Genting Cruise Lines, uma companhia de Hong Kong que controla a Crystal Cruises e diversas outras linhas de cruzeiro, já adotou novos padrões, entre os quais a proibição a bufês de alimentação self-service e a verificação de temperatura no embarque e no desembarque de passageiros.

Primeiro lugar

As pessoas estão a fim de viajar, mas de uma forma que esteja sob seu controle”, disse Tori Barnes, vice-presidente executiva de assuntos públicos e políticas públicas na Associação de Viagens dos Estados Unidos.

Por isso, o esperado é que aconteça um boom de viagens rodoviárias — e de agências e companhias de viagens que tentarão se beneficiar disso.

O Visit California, o serviço turístico do estado americano, está planejando uma campanha encorajando os cidadãos a pegarem seus carros e apoiarem os destinos turísticos locais. “As viagens rodoviárias podem ajudar a economia do estado a pegar no tranco”, disse Caroline Beteta, presidente da Visit California. Já as viagens internacionais demorarão muito mais a se recuperar.

Obter permissão para visitar um país provavelmente será um processo mais trabalhoso, exigirá mais documentação e forçará as pessoas a se submeterem a exames de saúde.

Locação de imóveis

O futuro do segmento de locação de imóveis para férias depende, entre outros fatores, dos protocolos de limpeza das acomodações e das regras de cancelamento.

Enquanto hotéis adotaram regras de cancelamento generosas na pandemia, as plataformas de locação temporária de acomodações adotaram abordagens variadas. Antes, elas permitiam que os anfitriões determinassem as regras. O Airbnb passou por cima desse critério, oferecendo reembolso pleno aos viajantes que tinham sido penalizados. O VRBO, seu principal concorrente, ficou do lado dos anfitriões, ainda que tivesse encorajado reembolsos ou futuros créditos.

O Airbnb em breve passarão também recomendou novas práticas de limpeza, entre as quais um período mínimo de espera de 24 horas entre reservas. Uma nova categoria de ofertas indicará que nenhum hóspede ocupou o imóvel nas 72 horas anteriores à chegada do novo ocupante.

Além da higiene, as empresas de locação temporária estão defendendo a privacidade. “As viagens serão menos urbanas”, disse Brian Chesky, presidente-executivo do Airbnb, apontando que o segmento de mais rápido crescimento em seu serviço envolve hóspedes que viajam a locais a menos de 80 quilômetros de suas casas.

Limpeza

Quando as restrições a viagens forem suspensas e os hotéis reabrirem, os viajantes podem estar certos de que o trabalho de limpeza e conservação terá posição central nos hotéis.

Os especialistas preveem que o check-in será realizado sem necessidade de contato físico e que precauções de higiene que vão além da cobertura em papel para o assento do vaso sanitário serão dotadas.

Enquanto no passado os saguões de hotel buscavam criar uma sensação de aconchego, agora devemos esperar uma cena reluzente mas fria, com faxineiros circulando frequentemente pela área, armados de desinfetantes. Canetas e outros pequenos objetos que podem ser tocados por outros hóspedes serão substituídos por lenços de papel. A maioria das empresas de hotelaria já está testando sistemas eletrostáticos de desinfecção de interiores e luzes ultravioleta para sanitizar as chaves dos quartos.

A hospitalidade não terá face humana e encorajará o distanciamento social. A rede Marriott planeja oferecer serviço de quarto sem contato físico, por meio de seu app para celulares. Os quartos da cadeia Hilton terão um lacre na porta, para indicar que ninguém entrou neles desde a última limpeza.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Organização Mundial da Saúde diz que coronavírus pode se tornar endêmico
Portugal acolhe 500 crianças refugiadas desacompanhadas que estão em acampamentos na Grécia
Pode te interessar