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Copa do Mundo 2026 Suíça vence Colômbia nos pênaltis e encara a Argentina, única sobrevivente sul-americana na Copa

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Seleção europeia avança às quartas de final pela primeira vez em 72 anos.

Foto: Reprodução/Cazé TV
Seleção europeia avança às quartas de final pela primeira vez em 72 anos. (Foto: Reprodução/Cazé TV)

A Suíça venceu a Colômbia por 4 a 3 nos pênaltis após empate sem gols, nesta terça-feira  (7), em Vancouver, no último jogo das oitavas de final da Copa do Mundo, e avançou às quartas pela primeira vez após 72 anos. Foi em 1954, quando a Copa teve o território suíço como sede, a última que a seleção europeia chegou a essa fase.

A adversária da equipe comandada por Murat Yakin na próxima fase será a Argentina, que conseguiu uma virada épica por 3 a 2 sobre o Egito e, com a eliminação dos colombianos, é a única seleção sul-americana viva na disputa do Mundial.

A Colômbia tinha a arquibancada majoritariamente ao seu favor, como ficou evidente durante a execução do hino do país sul-americano, cantado de maneira intensa e emocionada por torcedores e jogadores. Levar esse sentimento ao gramado não foi tão fácil, pois o nervosismo de jogar umas oitavas de Copa prevalecia.

Ambos os lados hesitavam e tiveram muita cautela nos primeiros lances do jogo, por isso demorou até que chances reais de gol fossem criadas. Os colombianos mostraram mais atividade ofensiva depois da parada para a hidratação.

James Rodríguez começava a ficar mais à vontade e achava os pequenos espaços que só jogadores com sua visão de jogo são capazes de achar, enquanto Lerma e Puerta se desprendiam da defesa para fazer conexões a partir do meio de campo

Dessa forma, a segunda metade da etapa inicial foi de oportunidades para a Colômbia, cujas jogadas morriam perto ou dentro da área. Sentia-se falta de uma participação mais ativa de Luis Suarez, de atuação tímida.

A Suíça, por sua vez, se defendia bem e chegou a ter algumas raras oportunidades no ataque, a despeito da atuação apagada de Embolo, principal arma ofensiva da equipe.

A evolução que a Colômbia demonstrou ao longo do primeiro tempo não continuou no segundo. Emperrada no meio de campo, passou a ter mais dificuldades para avançar e quebrar as linhas suíças. Mudar as características do setor, como Lorenzo fez ao tirar James e Arias para colocar Campaz e Quintero, não contribuiu para mudar o panorama da partida.

A Suíça tampouco conseguiu qualquer domínio e se limitava a investidas pontuais. Nos minutos finais, mostrou mais empenho que os adversários no ataque e chegou a ensaiar uma pressão, porém não conseguiram oferecer tanto perigo, por isso a partida foi para a prorrogação.

O tempo regulamentar foi de maiores emoções, com os dois times gerando chances para evitar que a partida fosse decidida nos pênaltis. Tanto Kobel, goleiro suíço, quanto Vargas, protetor da rede colombiana, tiveram seus momentos de brilhar. Campaz teve a melhor chance do jogo, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, cara a cara com Kobel, e chutou por cima do gol.

Nos pênaltis, Quintero abriu as cobranças com uma batida segura no meio do gol e Vargas chegou a encostar na bola após chute de Xhaka, mas a bola entrou. Veio, então, a vez de Davinson Sánchez, que encheu o pé e acertou a trave. Amdouni converteu, portanto a pressão foi toda para a Colômbia.

Campaz, vilão prorrogação, trouxe a esperança de volta, mesmo batendo mal, porque Cobel acertou o canto, porém deixou a bola passar por baixo. Em seguida, Akanji bateu ainda pior que o adversário, por cima da trave, e teve de agradecer muito a Kobel, que pegou a batida de Cucho Hernández na sequência.

Itten optou pela segurança, com o placar a favor da Suíça, e converteu sua cobrança ao bater no meio do gol. Luis Díaz também converteu, mas o Vargas suíço, homônimo do goleiro colombiano, garantiu a classificação da Suíça.

Ficha técnica

*Suíça: Kobel; Zakaria (Widmer), Elveddi, Akanji e Ricardo Rodríguez (Muheim); Freuler, Xhaka, Ndoye (Vargas), Jashari (Sow) e Rieder; Embolo (Itten). Técnico: Murat Yakin.

*Colômbia: Vargas; Muñoz, Davinson Sánchez, Lucumí (Mina) e Mojica; Lerma (Richard Ríos), Puerta, Jhon Arías (Campaz) e James Rodríguez (Quintero); Luís Suárez (Cucho Hernández) e Luis Díaz. Técnico: Nestor Lorenzo.

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