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Mundo A segunda onda de coronavírus na Itália será menor que a primeira

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As regiões mais populosas do norte da península, entre elas Lombardia com Milão, e Lacio com Roma, serão classificadas como "áreas vermelhas" a partir desta segunda-feira. (Foto: Reprodução)

O presidente do Conselho Superior da Saúde (CSS) da Itália, Franco Locatelli, disse nesta quinta-feira (11) que uma eventual segunda onda de contágios pelo novo coronavírus no país deve ser mais fraca que a primeira.

Em entrevista à emissora Rai, Locatelli afirmou que prever “quando e se haverá uma segunda onda é um exercício de adivinhação”, mas se mostrou otimista.

“Devemos nos preparar para gerir uma segunda onda de contágios, que, caso aconteça, não acredito que terá as dimensões da primeira”, declarou o presidente do CSS, órgão de consultoria técnica e científica do Ministério da Saúde.

Apesar de não arriscar previsões mais exatas, Locatelli declarou ser provável uma “retomada” dos casos no fim do ano, entre o fim do outono e o início do inverno na Europa. “O vírus ainda circula em muitos países do mundo, como vemos na América Latina e na Índia”, disse.

A Itália descobriu os primeiros casos de transmissão interna do novo coronavírus em 21 de fevereiro e, desde então, contabilizou quase 236 mil pessoas infectadas e mais de 34 mil óbitos. A pandemia, no entanto, vem desacelerando desde abril, o que permitiu a reabertura da maior parte das atividades após mais de dois meses de quarentena.

Novos casos

A Itália registrou nesta quinta o maior número de novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 em quase uma semana, com 379 contágios.

O balanço divulgado pela Defesa Civil apresenta um expressivo aumento de 87,6% na comparação com as 202 infecções confirmadas na quarta (10).

O novo número de casos diários é o maior desde 5 de junho, quando haviam sido contabilizados 518 contágios. O crescimento se deu apesar de as autoridades italianas terem realizado menos testes nesta quinta (52.530) do que na quarta-feira (62.699).

Até o momento, a Itália soma 236.142 casos de Sars-CoV-2 e 34.167 óbitos, após um acréscimo de 53 mortes nesta quinta – este número é 25,3% menor que os 71 falecimentos registrados na quarta.

O país também tem 171.338 pacientes curados e 30.637 casos ativos, menor número desde 18 de março (28.710). A Itália já vem de quase um mês de reabertura do comércio e de restaurantes e liberou os deslocamentos inter-regionais em 3 de junho.

Até aqui, no entanto, os relaxamentos do isolamento não provocaram um aumento prolongado dos casos diários.

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