Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de junho de 2020
A Caixa Econômica Federal (CEF) vai creditar, a partir deste sábado (27), o Auxílio Emergencial a mais 1,1 milhão de novos aprovados. A parcela será creditada entre os dias 27 de junho e 4 de julho em poupanças sociais digitais do banco abertas em nome dos beneficiários.
Saques e transferências a partir dessas contas começam a ser liberados a partir de 18 de julho – e só terminam em 19 de setembro.
A Caixa também vai pagar, nas mesmas datas, a terceira parcela do benefício para o primeiro lote de aprovados, que receberam a primeira parcela até 30 de abril; e a segunda parcela para o segundo lote de aprovados, que receberam a primeira entre os dias 16 e 29 de maio.
Em coletiva de imprensa nesta sexta (26), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que, de um total de 108,4 milhões de inscritos, 106,3 milhões de cadastros foram processados pela Dataprev até a quinta-feira (25). Desses, 64,1 milhões foram considerados elegíveis ao benefício, e outros 42,2 ficaram inelegíveis.
Outros 2 milhões de cadastros ainda vão passar pela primeira análise, e mais 1,3 milhão estão em reanálise.
Fraudes
Uma série de fraudes em saques e pagamentos com recursos do auxílio emergencial já leva a Caixa a amargar um prejuízo de mais de R$ 60 milhões, segundo o Estadão/Broadcast. Falhas na poupança digital e no aplicativo Caixa Tem, entre outras brechas, têm permitido que criminosos acessem as contas dos beneficiários e usem o dinheiro que não lhes pertence. O valor do desfalque seria suficiente para pagar a cota de R$ 600 do benefício a mais 100 mil brasileiros.
A instituição detectou que algumas contas estão sendo acessadas indevidamente, por pessoas que não são as beneficiárias do auxílio. Como o calendário de saques impôs restrições, os fraudadores têm ampliado sua forma de atuação e usam o dinheiro para quitar boletos, fazer pagamentos com QR code (uma espécie de código de barras) ou utilizam o cartão virtual da poupança digital.
Diante das reclamações, a Caixa tem reembolsado os beneficiários que foram vítimas do golpe, mas precisará arcar com o prejuízo. O problema levou a um jogo de empurra nos bastidores do banco, uma vez que nenhuma área quer assumir a responsabilidade pelas perdas.
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