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Brasil A Universidade de Oxford diz que a taxa de testes para coronavírus no Brasil é menor do que em Cuba ou Paraguai

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Israel é o país com maior índice de contágio por Covid-19 no mundo nas últimas duas semanas. (Foto: Reprodução)

Dados do Ministério da Saúde, compilados pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, mostram que o Brasil é um dos países que menos realizam testes para o novo coronavírus, ficando atrás de Paraguai, Cuba, Itália e Estados Unidos. Nas últimas 24 horas, o País teve 46.860 registros de novos casos da doença, chegando ao total de 1.274.974 de infectados, conforme dados do governo. Foram contabilizados, ainda, 990 óbitos no período. O total de mortes é de 55.961.

Até o dia 20 de abril, de acordo com a pasta, foram realizados 132.467 testes para Covid-19. Outros 56.613 ainda estão sendo processados nos laboratórios e não tiveram diagnóstico concluído. Os números, divulgados em reportagem da BBC, não incluem testes realizados em hospitais e clínicas particulares, apenas na rede pública de saúde.

Isso significa que a atual proporção de testes por cada 1 mil habitantes no Brasil é de 0,63 (ou 63 por cada 100 mil habitantes), considerando uma população de 210 milhões de pessoas. Essa taxa é inferior à de muitos países, inclusive latino-americanos, como Cuba (2,65), Chile (6,43), Paraguai (0,83), Peru (4,44), Argentina (0,76) e Equador (1,15).

Até agora, o Brasil não foi incluído na plataforma da Universidade de Oxford que compila dados de mais de 70 países e territórios, por conta da frequência irregular com que divulga as testagens. Mas, com base nos últimos números, o país ficaria na 60ª posição entre 75 países.

Além de determinar a real extensão do contágio, especialistas dizem que, munidos desses dados, governos podem formular políticas públicas mais apropriadas a evitar o avanço da doença.

Projeção tenebrosa

Um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington fez uma projeção bastante pessimista sobre o futuro da pandemia da Covid-19 no Brasil. No “pior cenário” o estudo, que leva em conta um relaxamento nas diretrizes de segurança, o País pode se aproximar da marca de 340 mil mortes em outubro.

“O Brasil está em um momento sombrio. A menos que o governo tome medidas sustentadas e aplicadas para retardar a transmissão, continuará sua trágica trajetória ascendente de infecções e mortes”, afirmou o diretor do IHME, doutor Christopher Murray.

Na projeção “normal” feita pelo estudo, o Brasil estaria sendo um dos principais responsáveis pelo total de quase 390 mil óbitos em toda a América Latina. O México, segundo mais atingido, chegaria ao valor de 88 mil óbitos pela Covid-19.

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