Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2018
Cerca de 70% do abastecimento de combustíveis do País voltou ao normal com o enfraquecimento da paralisação dos caminhoneiros, e a Região Sul é a que ainda tem mais atrasos na distribuição, disse nesta quinta-feira (31) o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) Aurélio Amaral.
Segundo Amaral, ainda há bloqueios em estradas nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Os dois estão liderando manifestações e por lá tem mais problemas do que no resto do Brasil”, disse o diretor da ANP à Reuters.
De acordo com balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal) desta quinta-feira, foram registrados apenas 9 pontos em todo País com pequenas aglomerações de pessoas e veículos localizadas em locais próximos às rodovias federais, sendo oito deles no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No auge das paralisações dos caminhoneiros foram registrados mais de 1.000 bloqueios em estradas em todos os Estados do País, o que provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia.
O diretor da ANP estimou que a situação do abastecimento deve estar totalmente normalizada durante o fim de semana.
“Não temos mais nenhuma localidade em nível vermelho, agora só em estado de atenção“, afirmou. “Ainda falta produto em algumas localidades especialmente no Sul, mas já estão recebendo combustível“.
Medida provisória
O presidente Michel Temer assinou MP (medida provisória) que permite o pagamento de “indenização” a policiais rodoviários federais que optarem por trabalhar em parte de seu período de folga. A MP “institui indenização ao integrante da Carreira de Policial Rodoviário Federal”.
Na prática, o governo pretende “comprar” horas de folga dos policiais rodoviários. A intenção foi anunciada durante entrevista pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. A medida integra as ações tomadas pelo governo em meio à greve dos caminhoneiros.
Na oportunidade, Jungmann explicou que a MP permitiria o “plantão voluntário” na PRF (Polícia Rodoviária Federal), com a possibilidade de policiais venderam horas de folgas, a fim de ampliar o efetivo de policiais nas estradas.
“Isso quer dizer que, sem um centavo a mais ou adicional no orçamento da Polícia Rodoviária Federal, é possível se comprar folgas desses policiais”, afirmou.
Segundo Jungmann, com a medida, mais agentes vão permanecer nas ruas. Jungmann explicou que serão remanejados recursos do orçamento da própria PRF para o pagamento das horas a mais trabalhadas. As declarações foram feitas em entrevista coletiva após reunião do Grupo de Acompanhamento da Normalização do Abastecimento, no Palácio do Planalto, em Brasília.
A PRF é uma das forças federais que atuam para desobstruir rodovias e garantir a retomada do abastecimento no País.
Os comentários estão desativados.