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Mundo A Al-Qaeda confirmou a morte do chefe do grupo extremista no Iêmen

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Qasim al Raymi foi morto pelo Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Youtube)

O grupo terrorista Al Qaeda na Península Arábica (Aqpa) admitiu neste domingo (23) a morte de seu líder, duas semanas depois de os Estados Unidos terem anunciado o assassinato de Qassim al-Rayimi em um ataque com drone.

A organização jihadista confirmou a informação em um discurso e anunciou que “Jaled bin Omar Batarfi é o novo chefe da Aqpa”, indicou a organização não governamental SITE Intelligence, que rastreia atividade online de grupos jihadistas.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou no dia 6 de fevereiro que os Estados Unidos haviam “eliminado” Qassim al-Rayimi dias depois de a facção terrorista reivindicar a autoria de um ataque a tiros em uma base aeronaval em Pensacola, no estado da Flórida. Três militares foram mortos por um suboficial da aeronáutica saudita que fazia um curso de formação na base.

Washington considera que a Aqpa, com sede no Iêmen, é o braço mais perigoso da rede jihadista. Os EUA intensificaram os ataques contra a facção desde que Trump assumiu a Presidência americana, em 2017. Sob o comando de al-Rayimi, a Aqpa se aproveitou do caos gerado pela guerra no Iemên e reforçou sua presença nas regiões sul e sudeste do país.

Guerra Civil

O conflito no Iêmen opõe as forças do governo, apoiadas militarmente por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e os rebeldes houthis, que têm o apoio do Irã e controlam amplas zonas do oeste e norte do país, incluindo a capital.

A coalizão liderada pelos sauditas começou a atuar no Iêmen em março de 2015 para contra-atacar o avanço dos rebeldes e restituir ao poder ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

Desde então, o conflito deixou dezenas de milhares de mortos, em sua maioria civis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em abril de 2019, Trump vetou resolução do Congresso americano que determinava o fim do envolvimento dos EUA no conflito no Iêmen.

Histórico

Formada por militares fundamentalistas islâmicos, recrutados em vários países, a organização terrorista Al- Qaeda (“a base”, em árabe) foi criada por Osama Bin Laden em 1989, um saudita que lutava contra a invasão Soviética no território do Afeganistão. Osama Bin Laden era o grande responsável pela captação de recursos financeiros e recrutamento de pessoas para a luta contra a invasão. A resistência dos afegãos tinha o apoio dos Estados Unidos, que forneciam armas e treinamentos para os militares locais.

Com o início da Guerra do Golfo (confronto entre Kuwait e Iraque) ocorreu a intervenção dos Estados Unidos (apoiando o Kuwait) e a consequente presença de soldados estadunidenses na península Arábica, berço do profeta Maomé e sede dos principais santuários do Islã. Osama Bin Laden, apesar de se opor ao Iraque, não aceitava a permanência dos soldados dos Estados Unidos na região, e iniciou uma campanha contra aquele país. Essa posição enérgica fez com que o rei Fahd o expulsasse da Arábia Saudita, em 1991.

Após cinco anos no Sudão, local onde comandou seus primeiros atentados contra instalações militares dos Estados Unidos, Bin Laden voltou ao Afeganistão, e lá construiu campos de treinamento para a Al-Qaeda, tornando-se colaborador do regime do Talibã.

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