Quarta-feira, 03 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de junho de 2026
De acordo com especialistas em saúde mental e sexualidade, a superexposição a estímulos sexuais constantes e altamente explícitos pode alterar a forma como algumas pessoas respondem ao desejo e à intimidade reais.
O problema não seria o consumo ocasional, mas o uso excessivo e compulsivo. Alguns homens desenvolvem uma dependência psicológica do conteúdo pornográfico como mecanismo para lidar com estresse, ansiedade ou emoções negativas.
“Quando o cérebro se acostuma a níveis muito altos de estimulação visual, a resposta diante de experiências sexuais cotidianas pode diminuir. Além disso, surgem comparações irreais sobre desempenho, corpo ou performance sexual”, afirma o urologista Guillermo Romero.
Diversos estudos internacionais analisaram o impacto do consumo excessivo de pornografia sobre a saúde sexual masculina. Algumas pesquisas encontraram associações entre o consumo problemático e sintomas como:
– Disfunção erétil psicológica;
– Diminuição do desejo sexual;
– Menor satisfação nos relacionamentos;
– Ansiedade durante as relações sexuais;
– Expectativas pouco realistas sobre o sexo.
Sinais de alerta
Quando isso pode se tornar um problema? Alguns sinais de alerta são:
– Necessidade de consumir conteúdo cada vez mais frequente ou extremo;
– Dificuldade para se excitar sem pornografia;
– Isolamento social ou perda de interesse em relações reais;
– Consumo em horários inadequados ou durante atividades de trabalho;
– Sensação de culpa ou perda de controle.
“O objetivo não é gerar medo nem demonizar a sexualidade, mas promover uma relação mais saudável com o conteúdo digital e entender quando ele está afetando a vida pessoal ou do casal”, explica.
Conteúdos educativos
Nas redes sociais e plataformas digitais, o interesse por temas como testosterona, desempenho sexual, ansiedade masculina e disfunção erétil aumentou consideravelmente nos últimos anos. Isso também levou médicos especialistas a criarem conteúdos educativos para combater a desinformação que circula na internet.
Para o especialista, um dos maiores desafios atuais é normalizar o fato de que os homens também busquem ajuda médica e psicológica quando enfrentam problemas relacionados à sexualidade.
“A saúde sexual também é saúde mental, autoestima e qualidade de vida. Buscar ajuda a tempo pode evitar que muitos homens vivam esses problemas em silêncio”, conclui. As informações são do jornal El Tiempo.
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