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Brasil A Anvisa cria um painel para monitorar a produção, o consumo e a distribuição de oxigênio na pandemia

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Agência tem monitorado empresas do setor farmacêutico para coibir a comercialização com preços acima dos autorizados. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (23) um novo painel para monitorar a produção, o consumo e a distribuição de oxigênio no Brasil.

De acordo com a agência, os dados serão atualizados semanalmente e foram fornecidos pelas empresas fabricantes, envasadoras e distribuidoras de oxigênio medicinal.

Os primeiros dados dizem respeito ao período compreendido entre os dias 13 e 17 de março.

“São disponibilizadas duas telas para consulta, com informações separadas por Estado. A primeira tela traz os dados dos fabricantes de oxigênio e a segunda as informações das envasadoras do produto”, explica a Anvisa.

A Anvisa explica que, nas duas telas do painel, são exibidos os dados do estoque disponível (em verde) e da venda (em vermelho) no período. No primeiro painel, o período vai de 13 a 17 de março.

Situação crítica

O Ministério da Saúde informou, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que seis Estados estão em situação crítica para falta de oxigênio hospitalar: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte.

O relato do Ministério da Saúde diz ainda que estão em uma situação não tão grave, mas em estágio de atenção, os seguintes Estados: Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Representantes do ministério e da PGR se reuniram para discutir ações de combate à pandemia de covid-19. Ainda segundo a PGR, o ministério tem monitorado os níveis do oxigênio hospitalar em todo o País.

Nas últimas semanas, o Brasil tem vivido a fase mais grave da pandemia. O número de novos infectados e de mortos vem batendo recordes negativos diariamente. O sistema de saúde dos Estados está cada vez mais sobrecarregado e a ameaça de falta de oxigênio hospitalar, como ocorreu em janeiro em Manaus (AM), preocupa autoridades e pacientes.

De acordo com a PGR, uma medida discutida na Saúde é aumentar a produção de cilindros e instalar concentradores de oxigênio em diversos locais, que funcionarão de forma parecida com miniusinas.

O governo também cogita concentrar na Anvisa os dados de consumo de oxigênio em todo o País.

No encontro, representantes da White Martins, uma das principais empresas fornecedoras do gás hospitalar, afirmou que, em alguns Estados, a demanda chegou a subir 300% nos últimos dias.

Reunião ignorada

O Ministério da Saúde ignorou nesta terça uma reunião da Comissão de Enfrentamento à Covid-19 na Câmara dos Deputados, sobre a falta do chamado “kit intubação” e também de oxigênio nos hospitais.

O coronel Luiz Otávio Franco Duarte, secretário de Atenção Especializada à Saúde, era esperado, mas não apareceu.

A pasta não justificou a ausência aos deputados, tampouco mandou um emissário.

O colegiado fez uma reunião extraordinária sobre a crise no fornecimento de oxigênio e medicamentos para a intubação, que se espalha pelo País.

Secretários de Saúde estaduais e municipais, a empresa White Martins, a Anvisa, e representantes de farmacêuticas e hospitais estiveram presente.

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