Sexta-feira, 12 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A Apple foi alvo de duas investigações antitruste da União Europeia sobre a sua Apple Store e o Apple Pay

Compartilhe esta notícia:

Valor da marca deu um salto de 87% em um ano, atingindo US$ 263,4 bilhões. (Foto: Reprodução)

A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira (16) que iniciou duas investigações antitruste contra a Apple: uma delas envolve a App Store, após queixa do Spotify e da Kobo sobre a taxa de 30% em compras in-app. O outro inquérito se refere ao Apple Pay, único serviço de pagamento que pode acessar o NFC do iPhone e Apple Watch.

Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, diz em comunicado: “precisamos garantir que as regras da Apple não distorçam a concorrência nos mercados em que ela compete com outros desenvolvedores de aplicativos… decidi, portanto, examinar de perto as regras da App Store e seu cumprimento das regras de concorrência da União Europeia”.

Tudo começou em março de 2019, quando o Spotify abriu uma queixa antitruste contra a Apple. O CEO Daniel Ek questionou a “taxa Apple”, isto é, o valor cobrado por assinaturas contratadas in-app no iOS: 30% no primeiro ano e 15% depois. “Se pagarmos essa taxa, isso nos forçaria a aumentar artificialmente o preço de nossa assinatura Premium bem acima do preço do Apple Music”, disse o executivo na época.

Por sua vez, a Kobo registrou uma queixa em março deste ano, segundo o Financial Times. A subsidiária da Rakuten acusou a Apple de práticas anticompetitivas por cobrar comissão de 30% sobre a venda de e-books enquanto promove seu próprio serviço de livros digitais (Apple Books).

A App Store também proíbe que os desenvolvedores informem aos usuários que há outras formas de adquirir conteúdo e assinaturas, geralmente mais baratas. A Comissão está analisando formalmente se essa e outras exigências da Apple violam as regras de concorrência da União Europeia (UE).

Quanto ao Apple Pay, a Comissão diz estar preocupada com processos “que podem distorcer a concorrência e reduzir a escolha e a inovação”. Esta é a única solução de pagamento móvel que pode acessar o NFC em dispositivos iOS para efetuar transações em lojas físicas.

A investigação vai analisar os “termos, condições e outras medidas” do Apple Pay; a limitação de acesso à funcionalidade NFC; e alegações de “recusas de acesso ao Apple Pay”.

Spotify comemora e Apple critica

O Spotify afirma em comunicado que “hoje é um bom dia para os consumidores… o comportamento anticompetitivo da Apple prejudicou os concorrentes de forma intencional, criou um campo de jogo desnivelado e privou os consumidores de escolhas significativas por muito tempo”.

A Apple, no entanto, considera “decepcionante que a Comissão Europeia esteja apresentando queixas infundadas de um punhado de empresas que simplesmente desejam um serviço grátis e não querem seguir as mesmas regras que todos os outros”.

Nesta semana, a Apple divulgou um estudo dizendo que a App Store ajudou a movimentar US$ 519 bilhões em 2019. Desse total, US$ 61 bilhões foram em bens e serviços digitais; US$ 413 bilhões em mercadorias físicas; e US$ 45 bilhões em anúncios in-app. A empresa não menciona a taxa de 30% cobrada aos desenvolvedores.

As investigações antitruste não têm prazo para terminar — isso depende de uma série de fatores, podendo levar anos — mas elas serão conduzidas “com prioridade”, segundo a Comissão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A China foi convidada a sediar duas corridas de Fórmula 1 em Xangai nesta temporada
Crise na aviação manterá baixa a venda de petróleo no mundo
Pode te interessar