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Mundo A Argentina é o segundo lugar entre os países com maior taxa de médicos com coronavírus

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. (Foto: Reprodução)

A Argentina é um dos países que apresenta um número de infectados por coronavírus relativamente baixo: até o momento, foram registrados pouco mais de 3 mil casos e 152 mortes.

Os números — menores que outros países da América do Sul como Brasil, Peru, Equador e Colômbia — têm, no entanto, um dado que assusta: a Argentina é o 2° país com maior taxa de médicos e enfermeiros diagnosticados com Covid-19.

De acordo com o Clarín, do total de pessoas infectadas no país, cerca de 14% são de profissionais que trabalham na saúde.

O índice é igual ao do Uruguai e menor apenas que o da Espanha, que atingiu uma taxa de 17%. Itália (11%) e Chile (6%) aparecem na sequência.

Nos últimos dias, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que a taxa de profissionais da saúde infectados girava em torno de 10%. Não há, no entanto, estudos precisos em torno do tema.

Grandes fortunas

O governo argentino está apoiando uma proposta de um grupo de deputados para criar um imposto extraordinário que taxaria as maiores fortunas do país e teria os recursos direcionados para fortalecer o combate ao coronavírus.

O projeto de lei está em fase final de elaboração final, mas o presidente da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, Carlos Heller, do bloco governista Frente de Todos, já antecipou alguns detalhes do texto, que deverá ser deliberado tão logo o Congresso defina como irão ocorrer as sessões virtuais, em razão da pandemia.

Outro parlamentar que impulsionou esse debate foi Máximo Kirchner, líder do bloco Frente de Todos e filho da vice-presidente Cristina Kirchner, que acumula a presidência do Senado.

Títulos

O governo da Argentina anunciou a emissão de US$ 400 milhões em títulos de moeda estrangeira na última terça-feira (21) para ajudar a cobrir pagamentos a vencer em meio a uma grande crise da dívida. Já a província de Buenos Aires preparou sua própria proposta de reestruturação.

Os títulos, que serão colocados diretamente no banco central, vieram um dia antes do vencimento de US$ 500 milhões de dólares em juros sobre o qual há grande dúvida se a Argentina honrará, após o país ter lançado uma proposta formal de reestruturação da dívida aos credores.

Se não efetuar o pagamento, começará a contar um prazo de carência de 30 dias após o qual o país entraria em default se não conseguir chegar a um acordo com os credores.

O país apresentou proposta aos detentores de US$ 66,2 bilhões de sua dívida externa, uma moratória de três anos nos pagamentos, prorrogação dos vencimentos até 2030 e redução dos pagamentos de cupons em cerca de 62%.

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