Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2016
O recado enviado à PF (Polícia Federal) pelo novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, de que poderá trocar agentes, delegados ou mesmo a equipe inteira de uma investigação se houver suspeita de vazamento de informações, foi classificado como “ameaça” pelo presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Carlos Sobral.
Na avaliação do dirigente, a fala sugere haver uma intenção de acabar com a Operação Lava-Jato. “Isso demonstra duas coisas: a vulnerabilidade da PF, que não tem a sua autonomia garantida pela lei e nem pela Constituição, e a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado já realizada na história do Brasil”, criticou.
Reação
A entidade não descarta nem mesmo a hipótese de ingressar com medidas judiciais para garantir a plena atuação dos delegados. De acordo com Sobral, até o momento não há qualquer indício de ilegalidade cometida durante as investigações do esquema de corrupção na Petrobras que justifique a manifestação do ministro. “A nossa diretoria já está discutindo medidas que poderão ser adotadas em resposta às ameaças proferidas pelo titular da Justiça”, antecipou.
Os delegados da PF também reagiram. Representantes da categoria utilizaram as redes sociais e grupos de conversa como o WhatsApp para reproduzir os trechos mais controversos da fala do ministro. (AG)
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