Terça-feira, 28 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2016
O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, mandou um recado à PF (Polícia Federal): trocará a equipe inteira de uma investigação, caso ocorra vazamento de informações. “Cheirou a vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe toda será trocada, não preciso ter prova”, declarou em seu gabinete, durante entrevista à Folha de S.Paulo, um dia após a posse. “A PF está sob a nossa supervisão.”
Apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter criticado o antecessor de Aragão, José Eduardo Cardozo (hoje advogado-geral da União), por não “controlar” a Polícia Federal”, o novo titular da pasta nega ter a intenção de influenciar na Operação Lava-Jato, da qual a PF é parte central.
Ele classificou de “extorsão” o método com que as delações premiadas são negociadas na força-tarefa e minimizou as declarações do ex-presidente Lula, que em telefonema grampeado afirmou que era preciso ter “pulso firme” no ministério.
Sobre as insinuações que teria sido escolhido para frear o avanço da Lava-Jato, Aragão respondeu que não possui competência e nem prerrogativa para isso. Admitiu, porém, a hipótese de mexer na PF, desde que haja motivação suficiente para um ato desse tipo. “Seria preciso que eles ultrapassassem a linha vermelha, comportando-se de forma não profissional”, argumentou. “Eu venho do Ministério Público e sei o quão cara é a independência funcional.” (Folhapress)
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