Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Brasil A AstraZeneca prepara lote de 20 milhões de doses de vacina para o Brasil

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Policia italiana encontrou 29 milhões de doses da vacina AstraZeneca, que seriam exportadas para o Reino Unido. (Foto: Reprodução)

Um lote especial com 20 milhões de doses do imunizante desenvolvido em parceria pela farmacêutica AstraZeneca, a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o combate ao novo coronavírus deve chegar ao Brasil nas próximas semanas.

O objetivo com isso é que a vacinação comece em fevereiro, atendendo prioritariamente idosos e profissionais da saúde no País. O pedido de registro definitivo para a adoção do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve acontecer nos próximos dias.

A partir da segunda quinzena de janeiro, a produção da vacina será realizada pela Fiocruz, em território brasileiro. Trata-se do único imunizante com acordo para a distribuição fechado com o governo federal até o momento — há uma intenção de compra da vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech, ainda não consolidada.

O contrato firmado entre a Fiocruz e a AstraZeneca prevê a aquisição de 100,4 milhões de doses prontas e a transferência de tecnologia da vacina para que o Brasil tenha autonomia para produzir o imunizante. Segundo informações do The Telegraph, o imunizante começará a ser aplicado na população do Reino Unido a partir da próxima semana.

Não está pronta

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) provavelmente não conseguirá aprovar a vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em janeiro, disse o vice-diretor-executivo do órgão, Noel Wathion.

“Eles ainda nem nos enviaram uma solicitação”, afirmou Wathion em entrevista ao jornal belga Het Nieuwsblad, publicada nesta terça (29). Ele acrescentou que as agências reguladoras da Europa receberam apenas “algumas informações” sobre a vacina da AstraZeneca.

“Nem mesmo o suficiente para justificar uma licença de comercialização condicional”, disse Wathion. “Precisamos de dados adicionais sobre a qualidade da vacina. E, depois disso, a empresa tem que fazer uma solicitação formal.”

Segundo ele, o cenário torna “improvável” que a aprovação seja concedida no mês que vem.

 

Na semana passada, a AstraZeneca disse à Reuters que sua vacina contra covid-19 deve ser eficiente contra a nova variante do coronavírus, acrescentando que estudos estão sendo feitos para investigar plenamente o impacto da mutação.

A farmacêutica apresentou um pacote de dados completos de sua vacina à agência reguladora de medicamentos do Reino Unido, disse o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

100% eficaz

Em uma entrevista ao jornal britânico “The Sunday Times” o CEO da empresa farmacêutica AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou que sua vacina contra covid-19 deve ser aprovada pelo Reino Unido “nesta semana”. Mais conhecida como a “Vacina de Oxford”, a AZD 1222 tem vantagens sobre a formulação da Pfizer/BioNTech, já em uso em vários países.

Entre elas estão o custo mais baixo, cerca de US$ 4 (R$ 20,87) por dose, e a maior facilidade no armazenamento. Enquanto a concorrente precisa ser armazenada em câmaras frias a -70 °C, a vacina de Oxford pode ser armazenado nas mesmas geladeiras usadas para vacinas comuns, com temperaturas de 2 a 8 °C.

Em novembro a AstraZeneca anunciou que a vacina de Oxford tinha eficácia de 62% em voluntários que receberam duas doses e 90% em quem recebeu meia dose, seguida de uma dose completa. Após admitir que o segundo regime de aplicação foi resultado de um “erro humano”, a farmacêutica prometeu apresentar resultados de testes extras.

Segundo Soriot, os novos resultados mostram que a vacina de Oxford tem eficácia de “100%” na prevenção de casos graves de covid-19. Entre as vacinas já aprovadas para uso na população, a da Pfizer/BioNTech tem eficácia de 95%, enquanto a da Moderna é de 94%. Segundo a Rússia, a Sputnik V tem eficácia de 91,4%.

 

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