Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2018
O MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) informou nesta segunda-feira (9) que a balança comercial registrou superávit de US$ 1,034 bilhão na primeira semana de julho, período que do dia 1º ao dia 8.
Isso significa que, nesse período, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 1,034 bilhão.
Ao todo, informou o MDIC, as exportações de 1 a 8 de julho somam US$ 4,352 bilhões e, as importações, US$ 3,318 bilhões.
A média diária de exportações na primeira semana caiu 2,6% devido ao recuo nas vendas de manufaturados e semimanufaturados. O embarque de manufaturados caiu 29,3%, para US$ 248,6 milhões por dia, com destaque para plataforma para extração de petróleo, aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro e aço e açúcar refinado. O envio de produtos semimanufaturados ao mercado externo caiu 11,6%, para US$ 109,6 milhões, puxado por açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, ferro fundido e ferro-ligas.
Em contrapartida, o embarque de produtos básicos subiu 26,5%, para US$ 503,5 milhões, encabeçado por soja em grãos, minério de cobre, minério de ferro, farelo de soja e carnes de frango e bovina.
Nas importações, a média diária da 1ª semana de julho de 2018 foi 11,7% maior que a registrada na primeira semana de julho de 2017.
Segundo o MDIC, cresceram, principalmente, os gastos com cereais e produtos da indústria da moagem, farmacêuticos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, combustíveis e lubrificantes.
Acumulado do ano
Na parcial deste ano, de janeiro a 8 de julho, a balança comercial registra superávit de US$ 30,967 bilhões.
O resultado é 16,9% menor do que o verificado no mesmo período de 2017 (US$ 37,251 bilhões).
No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 118,064 bilhões e, as importações, US$ 87,097 bilhões.
Índice de preços
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) subiu 1,01 por cento na primeira quadrissemana de julho contra alta de 1,19 por cento em junho, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda.
O grupo alimentação teve alta de 1,17 por cento no período, sobre 1,59 por cento na leitura anterior, puxando a desaceleração do indicador.
Já o IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) desacelerou a alta a 1,48 por cento em junho ante 1,64 por cento no mês anterior, mas os preços de alimentos seguiram pressionados, informou a FGV.
O IPA-DI (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60 por cento do indicador todo, abrandou a alta para 1,67 por cento em junho, de 2,35 por cento no mês anterior, com destaque para o movimento nos preços de matérias-primas brutas. O aumento dos preços desses produtos ficou em 0,89 por cento em junho contra 2,80 por cento em maio.
No varejo, o movimento foi contrário, uma vez que o IPC-DI avançou no período 1,19 por cento, ante elevação de 0,41 por cento em maio. O IPC-DI corresponde a 30 por cento do IGP-DI.
A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu dos alimentos, que apuraram alta de 1,59 por cento no mês passado contra acréscimo de 0,24 por cento em maio. Nesta classe de despesa, o destaque foi para o item laticínios, cuja taxa de avanço passou de 1,60 para 5,70 por cento.
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