Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A Boeing e a Embraer estão perto de um acordo, disse o ministro da Defesa do Brasil

Compartilhe esta notícia:

As ações da Embraer subiram 4,6% após as declarações do ministro. Os papéis da Boeing avançaram até 3,6%. Nenhuma das empresas respondeu ao pedido de comentário. (Foto: Reprodução)

A Boeing e a Embraer “estão se aproximando de um acordo” após meses de negociações, disse nesta terça-feira o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna. Caso seja concretizada, a sociedade será a segunda em seis meses entre grandes fabricantes de aeronaves. A joint venture deve dar à americana o controle sobre a aérea de jatos regionais da Embraer. “Para ser direto, eu diria que isso vai acabar em casamento”,  afirmou o ministro.

 Os comentários de Silva e Luna sugerem que o governo brasileiro vê cada vez mais com bons olhos as discussões, fator determinante uma vez que Brasília tem o poder de vetar o negócio. A associação aprofundaria uma mudança significativa no mercado de jatos comerciais desencadeada em outubro quando a francesa Airbus assumiu o controle do programa das aeronaves C Series da canadense Bombardier – jatos que devem competir diretamente com modelos da Embraer e que são motivos de queixas da Boeing, que acusa a rival de Montreal de ser subsidiada em nível desleal.

As ações da Embraer subiram 4,6% após as declarações do ministro. Os papéis da Boeing avançaram até 3,6%. Nenhuma das empresas respondeu ao pedido de comentário.

Do lado brasileiro, o governo busca garantias de que não haverá influência americana em questões de defesa. Já os americanos estão tentando mostrar que não será uma compra simples, e que a Boeing pode usar o Brasil para desenvolver produtos na área de defesa que seriam mais facilmente vendidos para outros mercados, sem a restrição das leis americanas que impedem a exportação de tecnologia sensível da área militar a outras nações.

Vendas

A Boeing registrou uma alta líquida de cerca de 9% de suas entregas de aeronaves civis no primeiro trimestre de 2018, principalmente graças à forte demanda de seu modelo 737. O construtor entregou um total de 184 aviões comerciais, 132 deles da família 737, que representa cerca de 72% das entregas.

A Boeing tem previsto entregar de 810 a 815 aviões em 2018, ao menos 47 aviões a mais que em 2017 (763 aeronaves), que foi um ano recorde.

Quanto aos pedidos, a Boeing registrou 221 pedidos líquidos durante os três primeiros meses do ano, 45 a mais que a rival, a europeia Airbus, uma cifra que não leva em conta o último de 47 aviões de longo alcance por parte da companhia aérea americana American Airlines.

Phenom

A Embraer entregou o primeiro jato executivo Phenom 300E, que recebeu no primeiro trimestre  as certificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Federal Aviation Administration (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA).

O novo modelo de jato executivo leve foi anunciado e apresentado durante a edição 2017 da NBAA-BACE (National Business Aviation Association’s Business Aviation Conference and Exhibition), convenção e exposição da aviação executiva realizada em outubro de 2017, nos Estados Unidos. O novo jato tem designação “E” anexa à marca, representando a nova cabine de passageiros, os novos sistemas de entretenimento e de gerenciamento da cabine de passageiros.

O Phenom 300, o antecessor do novo modelo, tem sido o jato executivo leve mais entregue por seis anos consecutivos. O Phenom 300E tem velocidade máxima de cruzeiro de 453 nós (839 km/h) e alcance de 3.650 quilômetros (1,971 milhas náuticas) com seis ocupantes nas condições NBAA IFR.

Além do Phenom 300, a Embraer Aviação Executiva, constituída em 2005, tem no portfólio os jatos Phenom 100EV, Legacy 450, Legacy 500, Legacy 650E e Lineage 1000E. A frota da Embraer Aviação Executiva excede a marca de 1.100 jatos, que estão em operação em mais de 70 países.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Oi pede recuperação judicial de 65 bilhões de reais, a maior da história do país
Estados deixarão de pagar 50 bilhões de reais ao governo federal até 2018, diz Henrique Meirelles
Pode te interessar