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Brasil A cerimônia em Brasília: após farpas, o governo da França manda só o embaixador à posse de Bolsonaro

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Membros do grupo que faz os preparativos da posse dizem que não há sinal de desprestígio. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Após trocas de farpas entre integrantes do corpo diplomático da França e o governo Jair Bolsonaro, a equipe do presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu que apenas o embaixador do país vai prestigiar a posse do presidente eleito.

Membros do grupo que faz os preparativos da posse dizem que não há sinal de desprestígio. Pela distância, afirmam, europeus costumam enviar apenas os embaixadores à cerimônia que oficializa o início do mandato de presidentes brasileiros.

Média

Com 12 chefes de Estado ou de governo confirmados para sua posse em 1º de janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) segue a média de presenças em cerimônias anteriores, que costumaram reunir de 10 a 14 autoridades estrangeiras.

A exceção foi a posse de Dilma Rousseff (PT) para seu primeiro mandato, em 2011, quando 21 chefes de Estado ou de governo estiveram presentes. O evento colocou lado a lado inimigos diplomáticos, como o ditador da Venezuela Hugo Chávez (morto em 2013) e a então secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Também estiveram presentes o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e os primeiros-ministros da Coreia do Sul, de Portugal e da Bulgária o pai de Dilma era búlgaro.

A posse de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1995, recebeu representantes de 114 países, sendo dez chefes de Estado, a maioria de países sul-americanos, além de Portugal e Cabo Verde.

Compareceram ainda ministros e parlamentares dos países do G7, o ex-primeiro-ministro da França Michel Rocard, o então diretor-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), Federico Mayor, e um representante do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Já em 1999, quando FHC tomou posse pela segunda vez, numa cerimônia mais simples, não houve convites a chefes de Estado estrangeiros. Cinco presidentes da América do Sul, porém, vieram mesmo assim: Carlos Menen, da Argentina, Alberto Fujimori, do Peru, Jamil Mahuad, do Equador, Raul Cubas, do Paraguai, e Jules Widenbosch, do Suriname.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi prestigiado por 12 chefes de Estado ou de governo em sua primeira posse, em 2003. Havia 117 países representados. Foram destaque as presenças de Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela. Também compareceram os presidentes de Portugal e África do Sul, além dos premiês da Suécia, Guiana e Guiné-Bissau.

Assim como FHC, Lula não convidou líderes estrangeiros para sua segunda posse, apenas o corpo diplomático. Dilma, porém, teve a presença de chefes de Estado mesmo quando subiu a rampa do Planalto pela segunda vez, em 2015. Foram 70 delegações estrangeiras, com 14 chefes de Estado.

Além de presidentes de países sul-americanos, a cerimônia foi prestigiada pelos dirigentes de Suécia, Marrocos, Gana, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial. Países como Estados Unidos, China, Rússia, Argentina, Peru e Colômbia enviaram seus vice-presidentes.

Para acompanhar a posse de Bolsonaro no próximo dia 1º, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já está no Brasil.

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