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Geral A China diz que já vacinou mais de 1 milhão de pessoas e nenhuma reação adversa grave foi detectada

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(Foto: Reprodução)

O oficial da Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) que comanda o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 no país, Zheng Zhongwei, disse neste sábado (19) que o país já vacinou mais de 1 milhão de pessoas com doses de emergência, e que “nenhuma reação adversa séria” foi detectada.

Para as vacinas em que estamos avançando muito rapidamente, o número de casos necessários para o estágio intermediário dos testes clínicos de fase 3 já foi obtido”, disse Zheng. Os dados das aplicações, feitas em grupos de alto risco, foram encaminhados ao órgão regulador local para análise.

A China planeja vacinar até 50 milhões de pessoas até fevereiro de 2021 com os imunizantes feitos pela Sinopharm e pela Sinovac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo (SP). Uma vacina do laboratório CanSino Biologics Inc também já foi aprovada para uso emergencial, mas estará restrita aos militares.

Mao Junfeng, funcionário do Ministério da Indústria chinesa, disse que as empresas já concluíram suas “tarefas de construção de capacidade”. Ou seja, já estão prontas para atenderem à demanda de grupos populacionais prioritários. O número necessário não foi divulgado.

Corrida contra o tempo

O vice-ministro da NHC e diretor do grupo de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, Zeng Yixin, disse que os esforços de prevenção estão sob pressão à medida que as temperaturas caem na China. Por isso, o país se concentrará na vacinação de grupos de alto risco durante o inverno e a primavera.

Durante as temporadas de inverno e primavera, a realização de um novo trabalho de vacinação contra o coronavírus entre alguns grupos-chave da população é de grande importância para a prevenção de epidemias”, disse Zeng.

A China tem como objetivo desenvolver a imunidade de rebanho, e a vacinação de grupos de alto risco – que incluem trabalhadores da indústria da cadeia de frio, alfândega, saúde, mercados e transporte público – é apenas a primeira parte de um “programa passo a passo”, acrescentou.

Origens da pandemia

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) disseram na sexta-feira (18) que uma equipe internacional liderada pela agência da ONU irá à China na primeira semana de janeiro para investigar as origens da pandemia de coronavírus.

Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS, afirmou que especialistas vão viajar para a cidade de Wuhan, no centro da China, onde os primeiros casos de Covid-19 foram detectados em dezembro passado.

Ainda não temos uma data de decolagem porque estamos trabalhando na logística em torno de vistos e voos. Prevemos que a equipe vá para lá na primeira semana de janeiro. Haverá providências de quarentena”, disse Ryan em uma entrevista coletiva.

A equipe visitará Wuhan, esse é o propósito da missão. O objetivo da missão é ir ao ponto original em que os casos humanos foram detectados. Eles esperam fazer isso”, acrescentou. As informações são do portal de notícias G1 e da agência de notícias Reuters.

 

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