Quinta-feira, 04 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A China fechou um acordo com o presidente dos Estados Unidos para reduzir o déficit comercial americano

Compartilhe esta notícia:

Trump com o presidente da China, Xi Jinping em encontro de 2017. (Foto: White House)

Estados Unidos e China anunciaram neste sábado (19) que chegaram a um acordo sobre como reduzir o déficit comercial entre os países: os chineses se comprometeram a aumentar significativamente a compra de bens e serviços americanos.

Em comunicado conjunto, os dois países revelaram o resultado dos dois dias de negociações realizadas em Washington, que incluíram uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, principal assessor econômico do presidente do país asiático, Xi Jinping.

“Houve consenso para tomar medidas efetivas para reduzir substancialmente o deficit comercial de bens dos Estados Unidos em relação à China”, indicou o comunicado publicado pela Casa Branca.

“Para enfrentar as crescentes necessidades de consumo do povo chinês e a necessidade de um desenvolvimento econômico de alta qualidade, a China aumentará significativamente suas compras de bens e serviços dos Estados Unidos”, afirmou a nota.

Segundo a Casa Branca, haverá um aumento substancial das importações de produtos agrícolas e de energia por parte da China. Agora, o governo Trump planeja enviar uma equipe americana a Pequim para acertar os últimos detalhes do acordo.

“Também houve consenso sobre a necessidade de criar condições favoráveis para um aumento do comércio de bens e serviços manufaturados”, diz o comunicado conjunto.

Os dois países acertaram ampliar a cooperação na questão da propriedade intelectual, e a China se comprometeu a promver mudanças nas leis e regulações nesta área. O comunicado não diz se os dois países acertaram uma meta concreta para a redução do deficit, como Trump desejava.

Durante uma visita a Pequim há duas semanas, a delegação americana exigiu da China uma redução de 200 bilhões de dólares no deficit comercial até 2020, assim como o fim dos subsídios de Pequim a alguns setores e uma maior proteção da propriedade intelectual.

Dúvidas

Trump havia expressado dúvidas sobre a possibilidade de um acordo entre os dois países.

“Isso será bem sucedido? Tendo a duvidar”, disse Trump durante uma coletiva de imprensa com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. “A razão pela qual duvido é porque a China se tornou muito mimada.”

Shane Oliver, diretor de estratégia de investimentos da AMP Capital Investors, em Sydney, disse que a proposta chinesa é “um sinal positivo de que uma guerra comercial completa pode ser evitada”.

“Ao fazer uma oferta significativa para os EUA, isso indica que a China está levando as negociações muito a sério”, disse Oliver. “Muito dependerá dos detalhes e do período de tempo e, mais tarde, em termos de implementação”.

O conselheiro econômico de Trump, Larry Kudlow, disse anteriormente que o foco dos EUA era que a China abrisse o acesso ao mercado para as empresas americanas, reduzindo suas barreiras comerciais e abordando as preocupações dos EUA sobre o roubo de propriedade intelectual.

“A propriedade americana de suas próprias empresas na China deve ser permitida”, disse então Kudlow. “Vamos ter conversas sérias lidando com uma situação comercial difícil que precisa ser corrigida.” No início do mês, o secretário do Tesouro americano Steven Mnuchin liderou uma delegação americana em Pequim para negociar, mas não houve acordo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A Receita Federal apreendeu cerca de 500 frascos de medicamentos importados de forma ilegal no aeroporto Salgado Filho
A ideia de uma nova CPMF é considerada polêmica
Pode te interessar