Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de abril de 2018
A Latam Airlines confirmou na segunda-feira (9) o início de uma greve de tripulantes de sua filial chilena LAN Express, após o fracasso de negociações com o sindicato da categoria. “Em relação à Negociação Coletiva com o Sindicato de Tripulantes da LAN Express, a companhia lamenta informar que apesar de todos os esforços realizados durante o processo de negociação, não se chegou a um acordo entre as partes.” Ao menos mil funcionários aderiram à paralisação, que também deve afetar alguns voos na América do Sul, mas nenhuma rota de “longa distância”, destacou a companhia.
Segundo a Latam, alguns voos estão operando com menos pessoal de cabine do que de costume devido à greve, mas a empresa ressaltou que a segurança está garantida. “Alguns voos estão operando com três tripulantes conforme as normas”, afirmou a veículos de imprensa locais a vice-presidente de Clientes da Latam, Claudia Sender.
A Latam decidiu cancelar ou reprogramar mais de 600 voos desde esta terça-feira e por sete dias, e esclareceu que 85% dos passageiros afetados modificaram seus voos. O sindicato da LAN Express exige a revisão da atual escala, de dez dias de trabalho por quatro de descanso. Segundo a Latam, neste momento, a situação somente afetará as rotas dentro do Chile e alguns voos na América do Sul. Os voos de longa distância não serão impactados. A LAN Express voa para 16 destinos nacionais, com uma frota de quase 30 aparelhos.
Presidente do sindicato lamenta transtornos
“A greve se estenderá indefinidamente até que a empresa apresente uma oferta de acordo com o solicitado”, disse em entrevista coletiva a presidente do sindicato, Silka Seitz. A dirigente afirmou que o sindicato conta com o “apoio absoluto de todos os associados para fazer efetiva a greve unida, sem medo e por todo o tempo que for necessário”.
Silka acrescentou que a principal função dos tripulantes de cabine “é a segurança dos voos”, por isso “são importantes as condições trabalhistas e de descanso para manter o estado de alerta”.
O sindicato negocia com a empresa desde meados de 2017 uma melhoria das condições trabalhistas relacionadas à saúde e à não precarização do trabalho, sem acordo até o momento. Embora admita que haja avanços no processo de mediação obrigatória, a sindicalista ressalta que “não houve propostas que se aproximassem de melhorar os âmbitos relevantes”.
“Nós lamentamos profundamente os transtornos que isto pode causar aos passageiros, e por isso queríamos continuar negociando, mas é a empresa que fixou a data da greve ao não aceitar a extensão da mediação”, enfatizou Silka. A companhia aérea, a maior da América Latina, publicou em seu site um comunicado no qual informa sobre as medidas de contingência para enfrentar a greve.
O Sindicato de Tripulantes de Cabine da Lan Express representa 97% dos tripulantes da empresa, com 940 empregados filiados. O órgão se baseia em um estudo de fadiga realizado pela Universidade de Santiago com mais de 250 tripulantes de cabine da Lan Epxress, que conclui que a dotação está em “nível de risco de saúde”.
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