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Brasil A Controladoria-Geral da União faz alertas sobre a fila de espera no INSS desde 2018

Atualmente, a fila de espera no INSS é de 1,3 milhão de pedidos de benefícios

Foto: Agência Brasil
Atualmente, a fila de espera no INSS é de 1,3 milhão de pedidos de benefícios. (Foto: Agência Brasil)

A CGU (Controladoria-Geral da União) faz alertas sobre a fila de espera no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há cerca de um ano e meio. Auditoria do órgão de controle recomendou, em maio de 2018, que medidas fossem adotadas para melhorar a análise dos pedidos de aposentadoria após a digitalização do serviço.

“A CGU evidenciou falhas no planejamento e na implementação do projeto”, concluiu o documento. Chamado de INSS Digital, o projeto tinha o objetivo de evitar que a redução no número de servidores gerasse um atraso ainda maior no prazo de resposta. Mesmo assim, a fila avançou nos últimos anos.

Atualmente, a fila de espera no INSS é de 1,3 milhão. Esse é o estoque de requerimentos de benefícios que não foram respondidos dentro do prazo legal – 45 dias. Em julho do ano passado, a demora atingia 1,7 milhão de pedidos.

Para tentar resolver o problema, o governo anunciou, na semana passada, mais uma força-tarefa. A estratégia, dessa vez, prevê que militares da reserva integrem o plano de ação contra a fila de espera.

O INSS Digital começou a ser implementado gradualmente a partir de 2017. O uso da plataforma buscou criar um fluxo de atendimento à população fora da agência da Previdência Social e, ao mesmo tempo, evitar atrasos diante da diminuição do número de servidores.

Em junho de 2018, a CGU fez uma análise detalhada sobre os efeitos do projeto nas agências que já tinham adotado a plataforma. A auditoria apontou uma piora nos índices de atendimentos em alguns casos.

O INSS reconheceu que a fila cresceu, especialmente em 2018, por causa da queda da produtividade na análise dos pedidos de benefícios. No ano passado, o estoque só começou a cair no segundo semestre após medidas, como bônus a servidores, adotadas pela atual gestão do Instituto, comandado por Renato Vieira há cerca de um ano.

Na auditoria mais recente, feita no mês passado, a CGU constatou que o INSS não possuía avaliação completa e atualizada sobre a capacidade operacional e os efeitos da plataforma digital.

Para a CGU, isso prejudica a tomada de decisão, especialmente em relação à eventual realocação de servidores.

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