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Mundo A Espanha decreta toque de recolher nacional para conter o coronavírus

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Desde o início da pandemia, mais de 54.001.750 pessoas contraíram a doença. (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, decretou no domingo (25) um estado de alarme que irá amparar a aplicação de um toque de recolher em todo o país, na tentativa de frear a nova onda de coronavírus. Segundo o decreto do estado de alarme, o Executivo irá impor um toque de recolher noturno entre 23h e 6h em todo o país, com exceção das Ilhas Canárias.

“O estado de alarme é uma ferramenta constitucional para situações extremas e a situação que vivemos é extrema”, disse Sánchez, num discurso transmitido pela televisão, após se reunir de maneira extraordinária com seu conselho de ministros.

Nesta reunião, convocada urgentemente na véspera, o governo aprovou a aplicação de um estado de alarme durante 15 dias, mas com a intenção de pedir ao Congresso que prorrogue a medida até o início de maio de 2021, segundo explicou o chefe de governo.

A coalizão de esquerda de Sánchez é minoritária no Parlamento. Por isso, o primeiro-ministro necessita do apoio de partidos nacionalistas bascos e catalães, e uma aliança com o Cidadãos, partido que representa a centro-direita do país, para aprovar a prorrogação do estado de alarme.

Um número crescente de regiões do país tem pedido que o governo implemente a medida. A Espanha impôs umas das quarentenas mais severas no início da pandemia e depois relaxou as medidas ao longo do verão no Hemisfério Norte. O número de casos voltou a subir em agosto, o que é atribuído principalmente às aglomerações noturnas em bares e festas.

Além da Espanha, vários países da Europa, como a França e a Itália, vem implementando toques de recolher noturnos. A intenção é conter a segunda onda da Covid-19 coibindo as atividades de recreação e lazer, sem no entanto paralisar as atividades econômicas e as escolas.

Como em muitos outros países da Europa, a Espanha tem vivido uma segunda onda nas últimas semanas e agora tem os maiores números de infecções da Europa Ocidental. O total de casos subiu para 1.046.132 na sexta-feira (23), enquanto o número de mortos se aproxima de 35 mil.

Europa oriental

Vários países da Europa Oriental impuseram novas restrições, seguindo o exemplo do resto do continente, onde a pandemia de covid-19 já deixa 10 mil mortos na Alemanha e mais de um milhão de infectados na França. Em toda Europa foram registrados mais de 8,2 milhões de casos e mais de 258 mil mortes pelo coronavírus. Alemanha, um país relativamente pouco afetado até agora pela pandemia, foi atingida em cheio pela segunda onda e registra ao menos 10.003 óbitos.

A situação se agrava na Europa Oriental, onde Polônia, diante dos novos surtos de casos em seu território, passou a ser “área vermelha”, que até agora afetava apenas as grandes cidades e seus arredores. Além disso, seu presidente Andrzej Duda foi diagnosticado positivo pelo coronavírus. Os restaurantes e escolas primárias foram parcialmente fechados e os estudantes do ensino médio e de universidades acompam as aulas à distância. Casamentos também estão proibidos e o número de pessoas em comércios, transportes e igrejas sofreu uma redução.

Na Eslováquia, entrou em vigor um toque de recolher noturno, até 1º de novembro. Na República Tcheca, que nas duas últimas semanas registrou a pior taxa de contágios e mortes da Europa, foi instaurado um confinamento parcial até 3 de novembro. A mesma medida foi aplicada na Eslovênia, cujo ministro das Relações Exteriores Anze Logar também testou positivo para o coronavírus. Na Grécia, as duas principais cidades, Atenas e Tessalônica, aplicaram um toque de recolher noturno a e o uso de máscara obrigatório em espaços internos e externos.

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