Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de março de 2020
A Espanha superou a China no número de pessoas infectadas com o coronavírus nesta segunda-feira (30), e o governo endureceu as restrições a uma população que entra na terceira semana sob uma das interdições mais rígidas da Europa.
Líderes empresariais criticaram as ações adotadas pela Espanha durante o final de semana para proibir todo o trabalho não essencial até meados de abril e para prolongar por mais duas semanas uma interdição de âmbito nacional que paralisou indústrias como a automotiva e a turística.
“Se você parar o país, teremos um problema social enorme dentro de cinco meses”, disse Antonio Garamendi, presidente da associação comercial espanhola, em uma entrevista à televisão.
O número total de infecções subiu para 85.195 nesta segunda-feira, mais do que as 81.470 registradas na China, onde a doença surgiu. O total de 812 mortes visto de domingo para segunda elevou as fatalidades do vírus na Espanha para 7.340.
Mas o aumento diário de infecções desacelerou desde a adoção das medidas de interdição, caindo em média 12% nos cinco primeiros dias em relação aos cerca de 20% dos 10 dias anteriores, disse a porta-voz das emergências de saúde, Maria José Sierra, cujo antecessor foi diagnosticado com o vírus.
Madri fez um minuto de silêncio para as vítimas da doença, e o Adágio para Cordas de Samuel Barber foi tocado nos alto-falantes da prefeitura enquanto as bandeiras regional, espanhola e da União Europeia tremulavam a meio mastro.
O governo precisa encontrar um equilíbrio delicado entre a contenção do avanço de uma doença que está sobrecarregando o serviço de saúde e a preservação de postos de trabalho em um país com a segunda maior taxa de desemprego da Europa.
Profissionais da saúde
As autoridades espanholas anunciaram nesta segunda (30) que quase 12,3 mil dos infectados pelo novo coronavírus no país são profissionais da saúde. O número é cerca de 14% do total de casos de Covid-19 no país ibérico, que superou as 85 mil confirmações.
O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde da Espanha, Fernando Simón, que lidera a resposta ao surto de coronavírus e mantém contato regular com o premiê Pedro Sánchez, testou positivo para covid-19, disse uma autoridade de saúde nesta segunda-feira (30).
Em uma coletiva de imprensa em que substituiu Simón, Maria José Sierra disse que a tendência das infecções diárias havia mudado desde a introdução de medidas de confinamento, com novos casos crescendo cerca de 12% por dia, em comparação aos cerca de 20% registrados antes de 25 de março. As informações são da agência de notícias Reuters.
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