Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

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Mundo A Europa se torna a segunda região a ter 250 mil mortes por coronavírus

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França é um dos países mais atingidos. (Foto: Divulgação)

A Europa se tornou a segunda região do mundo, depois da América Latina, a superar a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, de acordo com uma contagem feita no sábado (24). O continente também registrou recordes de infecções pela doença nas últimas duas semanas.

Na quinta-feira (22), foram notificadas 200 mil infecções diárias pela primeira vez na região, com muitos países do sul do continente registrando, nesta semana, os seus maiores números de casos diários. A Europa responde por quase 19% das mortes por Covid-19 em todo o mundo e por cerca de 22% do número de casos, de acordo com a contagem da Reuters.

Reino Unido, Itália, França, Rússia, Bélgica e Espanha respondem por quase dois terços das cerca de 250 mil mortes registradas até agora. No total, são 8 milhões casos em toda a Europa. O Reino Unido lidera o continente em número de mortes pela doença com 45 mil, seguido de Itália, Espanha, França e Rússia. Na quinta-feira (22), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que seu país não pode depender de uma vacina e que terá de adotar outras medidas para frear a pandemia.

França

A França superou na sexta-feira (23) a marca de 1 milhão de casos de Covid-19 desde o início da pandemia de coronavírus, e a situação continua se agravando, com mais de 40 mil novos contágios registrados em 24 horas, segundo a agência local de saúde pública.

No total, 42.032 novos casos da doença foram registrados na sexta (23) – 310 a mais do que na véspera, um recorde desde a generalização dos testes em larga escala. O total chegou a 1.041.075 casos, informou a agência. O número de mortos também foi alto, com 298 novos óbitos registrados em 24 horas. Desde o início da pandemia, são ao menos 34.508 mortos. A França é o segundo da União Europeia a contabilizar mais de 1 milhão de casos – o anterior foi a Espanha, que passou desse número na quarta-feira (21).

A quantidade de resultados positivos na França nos testes não para de aumentar: 15,1%, contra 14,3% na véspera – no início de setembro, o registro estava em 4,5%. Foram hospitalizados 2.091 novos doentes (de um total de 15.008) e 299 novos casos graves (37 a mais) deram entrada em unidades de terapia intensiva, elevando a 2.441 o número de doentes graves atendidos.

Devido à gravidade da situação, o governo anunciou a extensão do toque de recolher a 38 novos departamentos e a Polinésia francesa. Cerca de 46 milhões de habitantes devem ser afetados pela medida, considerada inevitável pelo presidente Emmanuel Macron, que considerou nesta sexta que “na fase em que nós estamos, não temos outra escolha”.

Itália

Na sexta (23), a Itália bateu novamente o recorde diário de novos casos em 24 horas desde o início da pandemia, com 19.143 registros, bem acima dos 16.079 da véspera e dos 15.199 de quarta-feira (21).

O número de mortos, porém, foi de 91, uma queda em relação aos 136 óbitos de quinta-feira (22), um dado considerado alarmante por ser um número não visto desde 21 de maio, pouco depois de o país suspender o confinamento decretado em março.

Alemanha

Também a Alemanha bateu seu próprio recorde de casos diários desde o início da pandemia na quinta-feira (22), com 11.287 novos registros, uma forte alta de 49% em relação ao dia anterior. Até então, a maior quantidade de casos diários era de 7.830 novos infectados, registrados na sexta-feira (16).

O presidente do instituto de vigilância epidemiológica Robert Koch, responsável por divulgar os dados no país, afirmou que a Alemanha vive uma situação de saúde gravíssima e que “o vírus pode estar se espalhando incontrolavelmente”. A Europa passa por um novo surto de coronavírus em diversos países, mas o número de mortes deste novo surto é bem menor do que os registrados no início da pandemia.

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