Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2020
A Fifa pretende adotar novos regulamentos para proteger os direitos das jogadoras, incluindo a licença-maternidade obrigatória, informou a entidade mundial do futebol na quinta-feira (19). As reformas foram propostas pelo Comitê de Participante do Futebol da Fifa (FSC) e serão encaminhadas ao Conselho da Fifa no mês que vem para serem aprovadas.
Embora muitas jogadoras da Europa já contem com a proteção da lei trabalhista de seus países, a Fifa diz que almeja criar “novos padrões mínimos globais” para jogadoras de todo o planeta, dada a emergência rápida de novos clubes e ligas femininas no mundo.
As regras propostas incluem uma licença-maternidade obrigatória de 14 semanas, com um mínimo de dois terços do salário contratado e uma garantia de que “nenhuma jogadora deveria sofrer uma desvantagem em resultado de ficar grávida”. Os regulamentos planejados também determinam que, quando elas voltarem da licença-maternidade, os times precisam “reintegrar as jogadoras e proporcionar apoio médico e físico adequado”.
Os direitos contratuais das jogadoras já estão contemplados nos regulamentos vigentes para todos os jogadores de futebol, mas as mudanças são uma tentativa de tratar de problemas específicos das jogadoras, e são vistas como um mínimo básico que pode ser aplicado em todos os países.
Presidente
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu sentir “desconforto” com a falta de sincronia entre o calendário brasileiro e as Datas Fifa. Diferentemente de outros países, o Brasil mantém todas as disputas em aberto, apesar de recorrentes protestos dos treinadores.
“Como presidente da Fifa não devo nem posso sobrepor a minha opinião a quem toma decisões no Brasil, mas admito que partilho o desconforto de muitos pela sobreposição de jogos de clubes de elite com os da seleção brasileira”, disse.
Infantino também disse que a responsabilidade para que isso deixe de acontece deve ser dividida entre a CBF e os clubes da elite do futebol do país, com uma solução mais interessante para ambos os lados.
“Sei que não é fácil encontrar pontos de equilíbrio entre todas as partes, mas os interesses do futebol devem estar acima dos interesses individuais ou corporativos, e todos os responsáveis têm a obrigação de encontrar saídas para esse tipo de situação”.
Não é segredo que o futebol brasileiro tem um dos calendários mais inchados do mundo, com os estaduais (geralmente com 15 ou 20 datas), os regionais no Norte e no Nordeste, a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a nova Supercopa do Brasil.
O calendário da Conmebol para as eliminatórias tem datas reservadas até 29 de março de 2022, com mais 14 rodadas para serem jogadas. Haverá ainda uma Copa América no meio da próxima temporada, de 11 de junho a 10 de julho.
O Palmeiras teve cinco (Gabriel Menino acabou cortado por estar com COVID-19), enquanto o Atlético-MG teve quatro nomes (Arana foi chamado na última semana). O Flamengo, com três convocados, teve um prejuízo extra: a lesão muscular de Pedro.
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