Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

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Colunistas A igualdade e a liberdade

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Vou tentar dar uma cooperada — olha a pretensão — para ajudar a amenizar as tensões no ambiente político entre os que se identificam com a “esquerda” e os que se alinham à “direita”.

A proposta é usar uma linguagem simples, acessível, com exemplos práticos ao alcance de todos. Para isso, basta um pouco de boa vontade e disposição para pensar.

De forma geral, o campo da esquerda defende a igualdade entre as pessoas como instrumento para corrigir injustiças sociais.

A direita, por sua vez, enfatiza a liberdade de empreender e o livre mercado, com a menor interferência possível do Estado.

Vamos nos deter apenas nesses dois conceitos.

Naturalmente, somos livres — não temos donos — e, também de forma natural, somos competitivos. A própria natureza nos exige competir.

A igualdade, ou justiça social, não é um conceito natural: foi criada pelo ser humano como forma de reduzir desigualdades no processo civilizatório.

É fundamental que exista igualdade entre os indivíduos para que a competição seja justa. No entanto, uma vez estabelecido esse patamar de igualdade, é preciso competir.

Na natureza, não existe nada que represente o conceito de igualdade. Tudo é competição. Um cão que passa três dias sem comer não reparte um pedaço de carne com outro, por mais próximo que seja. Não se trata de egoísmo, mas de sobrevivência.

A igualdade e a fraternidade são conceitos criados pelos humanos para promover justiça social. Não estão presentes na natureza e, portanto, não são naturais.

Nas ciências sociais, afirma-se que devemos ser iguais perante a lei, em direitos e obrigações.
Já as ciências biológicas mostram que, na complexa estrutura do sistema nervoso central humano, cada indivíduo é único.

Cada um de nós tem uma percepção própria do mundo e reage de maneira distinta aos estímulos externos. Essa é a natureza humana.

Como seres mais evoluídos — ou pelo menos na tentativa de sê-lo —, coube-nos criar o conceito de igualdade. Ainda que contrarie a lógica natural, ele é essencial para garantir igualdade de oportunidades entre os humanos.

Entretanto, tanto a igualdade perante a lei quanto a liberdade natural precisam de limites. Não se pode prescindir da competitividade, fundamento básico da evolução humana.

Não competir significa estagnar, parar no tempo. E isso é antinatural. Fomos feitos para competir, e é na competição que evoluímos.

Defender a natureza é também defender a competição saudável entre humanos. Competir aumenta a capacidade de adaptação ao meio. Sem competição, estagnamos, perdemos adaptabilidade e caminhamos para a extinção.

Veja um exemplo:
Um passarinho “cantando” no galho de uma árvore está feliz?

Por analogia, acreditamos que o pássaro canta por alegria, assim como os humanos. Mas não é assim.

Os pássaros emitem sons para demarcar território ou atrair parceiros para a reprodução. Tudo é competição — e está tudo certo. Não há injustiça nisso.

Na natureza, não há desperdício de energia. Tudo ocorre na medida exata. As ações são harmônicas e eficientes.

No convívio social, precisamos competir em busca da melhor eficiência, com oportunidades iguais e regras iguais para todos. Esse é o verdadeiro desafio, independentemente da preferência político-partidária: garantir igualdade de oportunidades na largada.

Ao longo da vida, cada indivíduo deve buscar seu próprio destino, de acordo com sua visão de mundo, percepções, vontades, capacidades e habilidades desenvolvidas.

É preciso cuidado com as falsas igualdades, para não punir o esforçado e premiar o indolente.
Ninguém merece ser vítima da sociedade, mas também não devemos ser vítimas do Estado.

Rogério Pons da Silva
Jornalista e empresário
rponsdasilva@gmail.com

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Enamed, era previsível!!
Um era o caminho, o outro, o pedágio
https://www.osul.com.br/a-igualdade-e-a-liberdade/ A igualdade e a liberdade 2026-01-28
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