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Brasil A inflação para o consumidor avançou na última semana de fevereiro

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Dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor – Semanal) avançou na última semana de fevereiro e subiu 0,35%, 0,06 ponto percentual acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 0,92% no ano e 4,38% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (01) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,71% para 0,94%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,93% para 5,93%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,37% para 0,44%), Vestuário (-¬0,63% para -0,13%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,50%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,08% para 1,33%), roupas femininas (-0,75% para 0,28%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,22% para 0,54%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,07% para -0,65%), Despesas Diversas (0,18% para 0,10%), Transportes (0,01% para -0,01%) e Comunicação (0,01% para 0,00%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: cursos formais (1,28% para 0,00%), cigarros (-0,06% para -0,18%), tarifa de ônibus urbano (2,09% para 0,97%) e tarifa de telefone residencial (-0,09% para -0,17%).

PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 1,1% em 2018, na segunda alta anual consecutiva após 2 anos de retração. Os dados foram divulgados na quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores correntes, o PIB em 2018 totalizou R$ 6,8 trilhões. Já o PIB per capita (por habitante) teve alta de 0,3% em termos reais, alcançando R$ 32.747 em 2018.

O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017, quando o PIB também avançou 1,1%. Apesar da frustração, o resultado veio dentro do esperado por boa parte do mercado, que ao longo do ano foi revisando seguidamente para baixo as previsões para o PIB.

A piora nas expectativas do mercado veio na esteira da greve dos caminhoneiros, de incertezas políticas e eleitorais, e da piora do cenário internacional. A última previsão dos analistas financeiros, em pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada, foi de um crescimento de 1,21% em 2018.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Veja os principais destaques do PIB em 2018: serviços: 1,3%; indústria: 0,6% (1ª alta após 4 anos de quedas); agropecuária: 0,1%; consumo das famílias: 1,9% (2ª alta anual seguida acima do PIB); consumo do governo: 0; investimentos: 4,1% (1ª alta após 3 anos de quedas); construção civil: -2,5% (5ª queda anual seguida); exportação: 4,1%; importação: 8,5%.

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