Sábado, 08 de Maio de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Mostly Cloudy / Wind

Mundo A Itália tem o maior número de novos casos de coronavírus desde 1º de janeiro

Compartilhe esta notícia:

Os estabelecimentos comerciais não-essenciais vão ser fechados entre 3 e 5 de abril. (Foto: Reprodução)

A Itália registrou na sexta-feira (26) mais 20.499 casos e 253 mortes na pandemia do coronavírus, elevando os totais de contágios e óbitos para 2.888.923 e 97.227, respectivamente. O boletim do Ministério da Saúde apresenta um aumento expressivo nos casos, porém uma redução nas mortes em relação a semana passada, quando haviam sido contabilizados 15.479 diagnósticos positivos e 353 vítimas.

Além disso, esse é o maior número de novos casos na Itália desde 1º de janeiro (22.211). A média móvel de contágios em sete dias subiu de 14.729 na quinta-feira (25) para 15.446 na sexta (26), maior valor desde 16 de janeiro (15.840), enquanto a de óbitos diminuiu de 299 para 285, menor cifra desde 4 de novembro (266).

Em coletiva de imprensa, o diretor de prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, demonstrou preocupação com as variantes do coronavírus, inclusive a brasileira. “Há zonas e regiões com incidência muito elevada, como Trentino, Molise e Abruzzo, pela presença da variante britânica. E também a Úmbria, por causa das variantes britânica e brasileira. Precisamos fazer um esforço grande para conter os focos”, declarou.

Segundo Rezza, também houve uma redução da idade média dos novos casos, o que pode ser efeito da vacinação dos idosos e do surgimento de focos de contágio em escolas. “É sempre doloroso fechar escolas, mas essa é uma decisão que deve ser considerada onde há focos ou presença de variantes”, acrescentou.

A região da Campânia, terceira mais populosa do país, já está com aulas presenciais suspensas e só reabrirá os colégios após a vacinação de professores. Em Marcas, no centro da Itália, o governador Francesco Acquaroli determinou a suspensão de aulas presenciais para escolas de ensino médio.

Máscaras

Um estudo conduzido por uma das mais renomadas universidades da Itália apontou que o uso disseminado de máscaras de proteção evitou pelo menos 30 mil contágios na primeira onda da pandemia do coronavírus no país, entre março e maio de 2020. Ao longo daqueles três meses, a Itália registrou pouco mais de 230 mil casos do Sars-CoV-2 e 33,4 mil óbitos por Covid-19, tornando-se um dos países mais atingidos pela pandemia em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade de Pádua utilizaram modelos matemáticos para confrontar os dados de oito regiões similares do ponto de vista demográfico, mas que adotaram medidas diferentes para conter o coronavírus.

Segundo o bioengenheiro Morten Gram Pedersen, coordenador do estudo, que foi publicado na revista Infectious Diseases, o lockdown nacional foi o principal fator para frear a disseminação do vírus. “Mas em algumas regiões identificamos quedas maiores na transmissão viral a partir de meados de abril, período que corresponde com o fornecimento de máscaras gratuitas e/ou a obrigação de usá-las”, disse Pedersen. De acordo com o pesquisador, regiões que não tomaram medidas específicas além daquelas de âmbito nacional não tiveram reduções na transmissão na mesma velocidade.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Sem Neymar, o PSG goleia o Dijon e cola no líder do Campeonato Francês
Messi é parado por policial em aeroporto e a reação do atacante chama a atenção na internet
Deixe seu comentário
Pode te interessar