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Por Redação O Sul | 24 de abril de 2020
As mortes da epidemia de Covid-19 na Itália aumentaram em 420 nesta sexta-feira (24), o menor número diário desde 19 de março, disse a Agência de Proteção Civil, mas a quantidade de infecções novas subiu das 2.646 de quinta-feira para 3.021. O número de mortes desta sexta-feira foi menor do que as 464 do dia anterior.
O total de mortes desde que o surto veio à tona no dia 21 de fevereiro está em 25.969, disse a agência – o segundo maior do mundo, só atrás dos Estados Unidos.
O número total de casos confirmados é de 192.994, o terceiro maior do mundo, atrás de EUA e Espanha.
As pessoas registradas como atuais portadoras da doença diminuíram das 106.848 de quinta-feira para 106.527, o quinto recuo diário consecutivo.
Nesta sexta-feira, havia 2.173 pessoas em tratamento intensivo, menos do que as 2.267 do dia anterior, o que manteve um declínio duradouro. Dos infectados inicialmente, 60.498 foram declarados recuperados, mais do que os 57.576 do dia anterior.
A agência disse que 1,148 milhão de pessoas foram examinadas para se detectar o vírus, cifra superior aos 1,053 milhão de quinta-feira, em uma população de cerca de 60 milhões de habitantes.
Mais curados
Na quinta-feira (23), pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, o número de pessoas consideradas curadas em um período de 24 horas na Itália foi maior do que a quantidade de novos casos registrados.
O número de pessoas recuperadas aumentou de 54.543 para 57.576 entre a quarta-feira (22) e a quinta-feira (23), uma diferença de 3.033. Nesse mesmo intervalo, 2.646 novos casos foram confirmados. A quantidade de novos casos também foi menor do que nas 24 horas anteriores, quando 3.370 tinham sido anunciados pela Agência de Proteção Civil.
A Itália começou a fazer exames de sangue, na quinta-feira, em um novo teste para estabelecer os anticorpos ao coronavírus, na esperança de controlar melhor a pandemia e poder suspender o confinamento em vigor desde 9 de março.
O teste de anticorpos, ou análise sorológica do sangue, indica se uma pessoa foi infectada com o coronavírus e se desenvolveu imunidade contra a infecção. Começou a ser feito na Lombardia, a região mais afetada do país.
Com isso, a Itália espera poder contar com a chamada “imunidade coletiva” para reativar a economia dessa próspera região industrial, paralisada pela crise sanitária. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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