Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2018
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nessa quinta-feira a mudança de nome do PEN (Partido Ecológico Nacional), que agora passa oficialmente a se chamar Patriota.
A mudança havia sido solicitada à Justiça Eleitoral em setembro do ano passado, quando o PEN negociava com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) para que ele lançasse a sua candidatura à Presidência da República pela legenda.
Desde então, o polêmico parlamentar fluminense acabou migrando do PSC, a sua sigla na época, para o PSL. Com isso, ele então preteriu o PEN, que optou pelo deputado federal Cabo Daciolo, também do Rio de Janeiro..
O Patriota é autor de uma das três ações que contestam no STF (Supremo Tribunal Federal) a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Na última quarta-feira, a agremiação desistiu de um pedido de liminar (decisão provisória) que poderia apressar o julgamento do processo pela Corte.
O presidente do PEN, Adilson Barroso, justificou a decisão afirmando que o partido não quer ser acusado de beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso pela Operação Lava-Jato em Curitiba (PR).
Ainda não há no Supremo tem uma previsão de quando poderá julgar as ações sobre as prisões em segunda instância. A definição de uma data depende de uma decisão da presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, que tem resistido a colocar o tema em julgamento.
Alternativa
Sem poder contar com Bolsonaro, no final de março o Patriota lançou o deputado federal Cabo Daciolo (RJ), 41 anos, como seu pré-candidato à Presidência da República.
Evangélico e bombeiro militar, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, assinou a sua ficha no partido em evento realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília, quando disse que o caminho da vitória da nação é “quando o povo clama o Senhor, porque sem Jesus no barco nós não iremos a lugar algum”.
O deputado deixou o Avante (ex-PTdoB), para o qual migrou em 2016 depois de ser expulso pelo PSOL, no ano anterior. Líder da greve dos bombeiros do Rio de Janeiro em 2011, ele havia sido eleito com quase 50 mil votos.
Contrariando orientação de seus correligionários, Daciolo apresentou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para que a Constituição Federal diga que “todo poder emana de Deus”. Após o desligamento forçado, ele alegou ter sido discriminado pela sigla, que teria “desrespeitado a sua liberdade religiosa”.
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