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Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2020
O principal suspeito do desaparecimento em 2007 da menina britânica Madeleine McCann sofreu uma derrota judicial nessa quinta-feira (24), no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). O órgão rejeitou um recurso dele contra uma condenação em outro caso de estupro — dessa forma, ele permanecerá na prisão.
O acusado questionava a validade da ordem de prisão europeia e apelou ao Tribunal Federal de Justiça da Alemanha — ele havia sido detido em 2008 na Itália. O tribunal, então, enviou o caso para o TJUE, sediado em Luxemburgo.
Atualmente, ele também cumpre uma pena na prisão por um caso de narcotráfico. Caso a condenação pelo estupro em Portugal fosse anulada, ele conseguiria ser liberado antes da data prevista, em 7 de janeiro de 2021.
No entanto, com a decisão da Justiça, o alemão passará a cumprir a pena por estupro após cumprir a condenação por narcotráfico, e enquanto a investigação do caso Madeleine McCann segue em curso.
O homem de 40 anos foi identificado há alguns meses como o principal suspeito do assassinato da menina de 3 anos, que estava de férias com os pais quando desapareceu do quarto de hotel em que dormia durante uma noite. À época, o suspeito morava a poucos quilômetros do hotel.
Em junho, o Ministério Público de Brunswick anunciou que tinha “provas ou fatos concretos, mas não provas forenses”, como por exemplo restos do corpo.
Os investigadores alemães não descartam a possibilidade de Christian B. estar envolvido em outros casos ainda não solucionados. Está em curso ainda uma investigação relacionada a outro caso de desaparecimento, o da pequena Inga, uma menina loura de 5 anos que sumiu em 2015, em uma floresta da região alemã de Saxônia-Anhalt.
Além do caso Madeleine, Christian B. também está sendo investigado por agressão sexual a uma menina de 10 anos na região do Algarve, em abril de 2007, poucas semanas antes do desaparecimento da britânica.
“Ele é acusado de se masturbar na frente da criança”, disse o investigador Hans Christian Wolters.
Wolters informou ainda que, em junho, foi aberta uma nova investigação sobre o estupro de uma menina irlandesa em 2004 no Algarve, onde McCann viria a desaparecer três anos depois.
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