Quarta-feira, 24 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Justiça Federal liberou a cannabis para o cultivo medicinal no Brasil

Compartilhe esta notícia:

A própria Anvisa já afirmou não ser contra o uso medicinal da planta. (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte determinou no último dia 13 que a polícia não impeça a importação de sementes para o cultivo de cannabis, cujo cultivo tem fins, exclusivamente, medicinais.

A decisão é do juiz federal Walter Nunes, que concedeu um habeas corpus que trata sobre esta orientação à polícia. A medida é válida para a importação de sementes suficientes para cultivo de seis plantas. Portanto, a partir de agora, poderão ser importadas sementes de Cannabis Sativa e Cannabis Indica.

Segundo a Justiça Federal, a mulher autora do pedido anexou ao processo um laudo médico apontando que é portadora de Doença de Parkinson e uma declaração da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) sobre a possibilidade de uso de seus laboratórios para parametrização do medicamento com fins de tratamento.

Em sua decisão, Walter Nunes ressaltou que vários países reconhecem a eficiência do uso terapêutico da Cannabis Sativa, com suporte em diversos estudos científicos e experiências internacionais. “Países como Canadá, Alemanha, Holanda e Itália, a fim de assegurar o acesso e qualidade do tratamento à base de substância entorpecente, regulamentaram o seu uso para fins medicinais”, ressalta.

Além disso, o juiz chamou atenção para os exemplos do uso controlado, e até amplamente permitido pelos estados, afirmando que são muitos. Segundo o magistrado, em países como a Bélgica, desde 2001, pacientes acometidos por glaucoma, esclerose múltipla, Aids e dor cônica podem usar remédios à base de maconha.

“Aliás, quanto à propriedade medicinal da Cannabis Sativa, não há o que se questionar, tornando-se bizantina a exposição neste julgado de diversas matérias científicas a respeito. Isso porque a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária? Anvisa reconhece os fins terapêuticos da Cannabis Sativa”, escreveu Walter Nunes.

Por final, o juiz observou também a incoerência de reconhecer o uso, mas não disciplinar o plantio. “Além de permitir o maior acesso das pessoas ao tratamento à base do Canabidiol, o plantio e o cultivo em solo nacional fomentaria a pesquisa acadêmica e a exploração pela indústria farmacêutica. Não fosse o campo da pesquisa outra área a ser prejudicada com a restrição, até mesmo pelo viés econômico-financeiro a vedação ou omissão em disciplinar o plantio não mostra ser o caminho mais adequado a ser percorrido”, indicou.

Anvisa

Em julho de 2017 a Anvisa divulgou uma nota informando não ser contrária ao uso da maconha para fins medicinais. Segundo a agência, em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), como resposta à consulta sobre uma ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) acerca da regulamentação da Cannabis para “fins medicinais e de bem-estar terapêutico”, a Anvisa apresentou um quadro geral sobre a situação da regulamentação do plantio para fins de pesquisa e da produção de medicamentos.

A Anvisa também esclareceu, na nota, que já existem medicamentos à base de substâncias encontradas na Cannabis, como o THC e o Canabidiol em nosso País. A instituição discordou da ADIn porque entende que a regulamentação para fins de pesquisa e da produção de medicamentos já se encontra em processo avançado de elaboração. Na ADIn, além de serem utilizados termos vagos, não há previsão de nenhum mecanismo de controle para garantir que a finalidade do plantio seja efetivamente a pesquisa e a produção de medicamentos, sob o ponto de vista da legislação existente e das evidências científicas disponíveis, como “bem-estar terapêutico”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Em sessão de 10 horas com troca de farpas no Senado, especialistas dizem que Dilma praticou crime
Dilma pode renunciar ao cargo na sexta-feira, afirma o jornal O Globo
Pode te interessar