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Brasil Lady Gaga quer provar que batidão não é só escapismo em novo álbum, que conta com participações de Ariana Grande e Elton John

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Lady Gaga lançou seu sexto álbum de estúdio, 'Chromatica'. (Foto: Divulgação)

Ela só quer dançar, dançar, dançar. Esta é impressão de quem ouve as primeiras faixas de “Chromatica”, o sexto álbum de estúdio de Lady Gaga, lançado nesta sexta-feira. Fãs comemoram. Nada como o alívio de uma celebração dance em tempos em que o isolamento social tem causado tanto medo e insegurança.

E é bom não confundir o batidão assumido com escapismo. Gaga quer sacudir o corpo ao mesmo tempo em que debate a saúde mental do mundo neste momento. Não por acaso, a cantora tem falado abertamente sobre a luta contra a ansiedade e a depressão, revelando que toma “antipsicóticos” regularmente.

“Sem eles eu não conseguiria dormir”, resumiu ela, em entrevista a Oprah Winfrey em janeiro.

A confissão pública revela uma das motivações pessoais de Gaga para o financiamento da Fundação Born This Way, comandada por sua mãe, Cynthia Germanotta. Foi a parceria da fundação com a Organização Mundial de Saúde que resultou na curadoria de Gaga para a mega live “One World: Together at home”, em abril.

O evento que agitou o mundo com participações dos Rolling Stones, Paul McCartney, Sam Smith, entre outros, trouxe à tona não apenas a conscientização a respeito do isolamento durante a pandemia como também tentou aliviar, ainda que por algumas horas, as sensações psicológicas inoportunas provocadas pelo distanciamento.

“Chromatica” nasce com uma forte aposta na empatia. Na entrevista com o apresentador neozelandês Zane Lowe, publicada na semana passada no perfil oficial de Gaga no YouTube, a cantora lembra que os problemas que enfrenta não são muito diferentes dos de outros jovens e adolescentes no resto do mundo. E explica como o sofrimento que a fazia cortar os pulsos e se jogar na parede para se “anestesiar” inspirou boa parte das letras.

Uma delas é “911” (o número de telefone para chamadas de emergência nos Estados Unidos). Segundo Gaga, o verso “keep my dolls in the diamond box” (“guardo minhas bonecas na caixinha de diamantes”, em tradução livre) é uma metáfora com as pílulas que a acompanham para, nas palavras dela, “controlar o cérebro”.

“Não quero glamourizar esses problemas. Resolvi falar deles para ajudar quem estiver passando por coisa parecida. Acho que essa é a minha função na vida”, diz ela.

Ainda assim, Gaga deixa claro que “Chromatica” é uma “maratona dance”. Quem ouviu dois singles lançados já suspeitava. “Stupid love” chegou em fevereiro anunciando o visual futurista-Sapucaí da nova era. E o dueto “Rain on me”, com Ariana Grande, resgatou o estilo bate-cabelo das divas, motivando a postagem de centenas de vídeos na web com os little monsters (apelido de seus fãs) reagindo à faixa.

No Brasil, “Rain…” teve 822 mil reproduções no Spotify no dia 23, tornando-se a maior estreia internacional da história da plataforma no país. O recorde desbanca Taylor Swift, que contabilizou 630 mil streams em um dia para “Look what you made me do”, em 2017. E “Chromatica” ainda conta com o reforço peso-pesado de Elton John, em “Sine from above”, e com o girl group sul-coreano Blackpink, em “Sour candy”.

Parte do sucesso dos primeiros singles pode ser atribuído ao americano Bloodpop, produtor das faixas de “Chromatica”. Michael Tucker, como é conhecido entre adultos, assina hits como “Sorry”, de Justin Bieber e “Internet”, de Post Malone, sem falar nos serviços prestados a outros deuses pop, como Beyoncé e e John Legend.

“Este álbum foi construído dentro de um computador. Ainda fico fascinada com o poder da música eletrônica”, conta a estrela cujos talentos “analógicos”, dos vocais bem treinados à desenvoltura ao piano, já estão mais do que provados.

Gaga está tão empenhada em fazer de “Chromatica” um sucesso que chegou a postar uma bem-humorada imagem em que aparece na direção de um caminhão de entrega dos CDs, anteontem. Enquanto aguarda a resposta do público , ela conta as horas para realizar um desejo bem específico:

“Quando tudo isso terminar, vou entrar para dançar em todas as boates gays que aparecerem na minha frente.”

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